31 de março de 2026

 

Emanno ROCKBRABO transforma vivência, poesia e atitude em combustível para uma nova fase do rock autoral

Entre memórias, intensidade emocional e identidade de Guarulhos, artista aposta no single “Amor e Rock n’ Roll” para consolidar seu nome na cena independente brasileira



Em meio a experiências pessoais profundas, referências marcantes do rock nacional e internacional e uma escrita moldada desde os tempos de escola, o artista e cantor Emanno ROCKBRABO vem construindo uma trajetória que une verdade, energia e identidade própria dentro da música autoral. Após ganhar atenção com a faixa “Rock And Roll no Apartamento”, o músico agora apresenta “Amor e Rock n’ Roll”, single que simboliza uma nova etapa de amadurecimento artístico, produção mais robusta e ampliação de sua presença na cena underground e independente.

A história de Emanno ROCKBRABO não nasce de uma estratégia de mercado, mas de uma ruptura emocional. Foi em um período atravessado por dor, luto e recomeço que a música deixou de ser apenas um refúgio íntimo para se tornar um projeto de vida.

Segundo o artista, o impulso definitivo para mergulhar na carreira surgiu em um dos momentos mais difíceis de sua vida.

Foi em um momento gigantesco de tristeza. Meu pai estava com câncer e eu tinha acabado de sair de um relacionamento, então, para preencher meu tempo, resolvi iniciar uma carreira musical”, relembra.

A partir desse ponto, a arte passou a ocupar um lugar central em sua caminhada, não apenas como expressão emocional, mas como construção de identidade, narrativa e propósito.

Embora tenha estreado oficialmente com o nome Emanno ROCKBRABO em janeiro de 2024, a relação do artista com a escrita vem de muito antes. Seus primeiros contatos com a criação surgiram ainda na escola, através da poesia — linguagem que, hoje, segue viva em suas composições.

Essa base literária acabou se tornando um dos pilares de sua assinatura musical, ajudando a moldar o tom confessional, imagético e direto que marca suas letras.

Um poema também é uma forma de arte. Desde a época da escola eu desenvolvi esse meu estilo de escrita que carrego nas minhas músicas. Com certeza houve evolução, mas o esqueleto do que é o compositor Emanno ROCKBRABO já estava presente desde essa época”, afirma.

Essa origem poética ajuda a explicar por que suas músicas soam tão próximas da experiência vivida: elas nascem da memória, do sentimento e da observação cotidiana.

Influenciado por nomes de peso como Raimundos, Mamonas Assassinas, Charlie Brown Jr., Freddie Mercury, Ozzy Osbourne e Elvis Presley, Emanno não esconde suas referências. Mas faz questão de deixar claro que sua proposta não é reproduzir fórmulas já consagradas, e sim traduzir essas inspirações em algo autoral e conectado ao seu tempo.

Tenho esses artistas como referência, mas procuro sempre colocar a minha identidade nas músicas. Meu som é contemporâneo e conta a história de um jovem guarulhense que se aventura no mundo do rock n’ roll”, destaca.

Essa declaração ajuda a definir bem o lugar que Emanno quer ocupar: o de um artista que dialoga com a tradição do rock, mas fala com linguagem, urgência e cenário de agora.

Mais do que criar canções, Emanno busca estabelecer conexão. Sua proposta artística passa pela irreverência, pela emoção, pela energia de palco e pelo retrato de experiências comuns a muitos jovens de sua geração.

Em vez de vender um personagem inalcançável, ele aposta na sinceridade como força criativa — e também como mensagem.

Seja você mesmo. Existem muitos jovens de Guarulhos que vão se identificar com o que escrevo, mas você não precisa ser igual a mim, viver as mesmas histórias. Seja você mesmo e vem curtir um rock n’ roll”, convida.

É justamente nessa combinação entre espontaneidade, vulnerabilidade e atitude que seu trabalho encontra identificação com o público.

Mesmo com pouco tempo de estrada sob o nome artístico atual, Emanno ROCKBRABO já acumula experiências importantes no circuito independente, incluindo apresentações em casas relevantes da cena underground e participação na 89 A Rádio Rock — um espaço simbólico para qualquer artista que deseja circular no universo do rock nacional.

Para ele, esse início de caminhada é resultado de uma soma entre oportunidade, geografia, contexto cultural e esforço pessoal.

Eu estou no lugar certo e na hora certa. São Paulo é um polo de cultura e a população está começando a pedir uma renovação no cenário do rock. Moro em Guarulhos, que fica perto da capital, e estou escrevendo rock, então isso ajudou bastante. Além disso, foram noites sem dormir e renúncia de alguns lazeres para investir na minha carreira”, relata.

O depoimento reforça uma percepção cada vez mais presente na cena: a de que o rock independente brasileiro segue vivo, mas exige entrega, persistência e construção diária de espaço.


Um dos momentos mais comentados dessa primeira fase da carreira veio com “Rock And Roll no Apartamento”, faixa que ajudou a ampliar o alcance do artista e a consolidar sua identidade entre humor, memória e narrativa cotidiana.

A música nasceu de uma situação real — como, aliás, boa parte de sua obra.

Minhas músicas são sobre histórias 100% reais que aconteceram comigo”, resume.

A autenticidade da canção parece ter sido justamente um dos fatores centrais para sua repercussão orgânica. Ao transformar uma vivência pessoal em composição, Emanno acabou acessando algo coletivo: a sensação de reconhecimento.

Essa música foi baseada em uma história real que aconteceu comigo. Com certeza também aconteceu com outras pessoas e isso gerou a conexão”, explica.

A trajetória da faixa ganhou ainda mais simbolismo com a presença de Pinguim Ruas no show de lançamento, unindo gerações dentro do rock brasileiro.

Foi uma colaboração bem legal, onde uniu a experiência de uma lenda do rock com a criatividade de uma jovem promessa”, afirma o artista.

Agora, Emanno vive um novo capítulo com o lançamento de “Amor e Rock n’ Roll”, faixa que chega cercada de expectativa e simboliza um avanço técnico, sonoro e emocional dentro de sua discografia.

Segundo ele, a nova música representa o início de um ciclo mais maduro e mais ambicioso.

A mixagem ficou literalmente de outro nível. A cada música eu procuro melhorar, o meu público merece sempre o melhor. Então acredito que ‘Amor e Rock n’ Roll’ é apenas o início de uma nova fase”, revela.

Diferente da irreverência mais escancarada de trabalhos anteriores, a nova canção traz uma atmosfera mais romântica e poética, mas sem abandonar a pulsação do rock.

A composição de “Amor e Rock n’ Roll” também nasce diretamente da experiência pessoal — algo que parece ser marca estrutural da obra de Emanno. A inspiração veio de uma combinação curiosa entre lembranças literárias e uma noite emocionalmente significativa.

Estava lendo uns poemas antigos e tinha acabado de ter uma noite muito boa com a minha ex-namorada em um motoclube. Então veio a inspiração para escrever a letra. Misturei o sentimento que estava sentindo no momento com a magia dos poemas que havia escrito no passado”, conta.

A faixa, portanto, não é apenas uma música de amor: é uma canção atravessada por memória, desejo, intensidade e elaboração emocional. Para o artista, vida afetiva e criação musical caminham lado a lado.

Influencia muito, afinal canção é puro sentimento. No momento em que escrevi essa composição tive essa explosão de inspiração”, diz.

Ao revelar esse processo, Emanno reforça a dimensão visceral do seu trabalho — um rock que não teme a entrega sentimental.

Outro elemento que dá robustez a esse novo momento é a parceria com o selo Midas Music, além do trabalho com nomes reconhecidos da produção musical, como Fernando Prado, Sérgio Fouad e Rick Bonadio.

A aproximação com esse universo surgiu de forma natural, a partir de sua trajetória como um dos alunos fundadores da Midas Academy.

Eu sou um dos alunos fundadores da Midas Academy. Quando recebi a proposta de gravar no estúdio que Charlie Brown Jr., NX Zero e Titãs gravaram, a resposta não poderia ser outra”, afirma.

Mais do que peso simbólico, a experiência trouxe aprendizado técnico e confiança artística.

Curti bastante as orientações que recebi do Fernando Prado e a experiência do Sérgio Fouad, que acompanha os Titãs há anos e me deu um baita suporte na gravação”, destaca.

O resultado, segundo ele, é uma música que carrega movimento, energia e sensação de liberdade.

A proposta do som é trazer essa energia da aceleração de uma moto ou carro e, ao mesmo tempo, tranquilizar os batimentos do coração”, resume.

Ao falar sobre futuro e legado, Emanno ROCKBRABO não parece interessado em rótulos fechados. Seu objetivo é fazer um som capaz de dialogar com diferentes públicos, mantendo ao mesmo tempo sua origem, sua linguagem e sua verdade.

Eu quero fazer meu som e que esse som equalize as pessoas, independente se for da nova geração ou da antiga”, afirma.

Ainda assim, ele reconhece a potência de representar um recorte muito específico: o de um jovem artista de Guarulhos tentando ocupar espaço dentro do rock nacional sem abrir mão da própria vivência.

Como eu sou um jovem guarulhense, acredito que quem também tem essa faixa etária e mora aqui na minha cidade vai se identificar com a minha música. Porém, o meu som fura bolhas e atinge variados públicos”, ressalta.

Essa visão aponta para algo importante: a construção de uma cena contemporânea que parte do território local, mas não se limita a ele.

Essa relação com a cena local ganhou um novo capítulo com o convite feito pelo empresário, comunicador e palestrante Fabrício Ravelli para que Emanno assumisse a coordenação da unidade de Associação Consciência Cultural em Guarulhos.

Para o artista, a função representa mais do que um cargo: é a possibilidade de ajudar a movimentar a cadeia cultural independente da cidade e da região.

Ser coordenador da Associação Consciência Cultural na cidade de Guarulhos é uma honra, e a cena independente pode esperar uma revolução musical. Iremos trazer muitos projetos em parceria com o poder público para a cidade”, afirma.

A declaração revela um Emanno que vai além do palco e passa também a ocupar um espaço de articulação cultural — algo cada vez mais necessário em tempos de reconstrução e fortalecimento da cena independente.

Se “Amor e Rock n’ Roll” inaugura uma nova fase, os próximos movimentos já estão em andamento. Emanno adianta que o planejamento inclui audiovisual, estrada e novas músicas prontas para ganhar o mundo.

Os próximos passos são gravar um clipe bem feito da música ‘Amor e Rock n’ Roll’, fazer shows que conectem o que já foi feito no passado com um novo público que está sendo formado e, após isso, já temos mais músicas engatilhadas para serem lançadas”, revela.

A perspectiva indica que o artista está menos interessado em viver de momentos isolados e mais comprometido em construir uma trajetória contínua, coerente e crescente.


Entre a poesia escrita na juventude, as dores que viraram impulso criativo, a verdade transformada em letra e a vontade de marcar presença no rock brasileiro, Emanno ROCKBRABO vai desenhando seu caminho com autenticidade, entrega e identidade própria. Em um cenário que pede renovação, novos nomes e discursos mais conectados com a realidade das ruas, sua obra aparece como um retrato de vivência, paixão e pertencimento.

Mais do que lançar músicas, Emanno parece decidido a transformar experiência em linguagem — e linguagem em conexão.

E, ao que tudo indica, essa história está apenas começando.

Vocês são incríveis, indestrutíveis e estão em outro nível. Muito amor e rock n’ roll para vocês”, finaliza o artista, em recado direto aos fãs e leitores do Panorama Cultural por Johann Peer.



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Johann Peer é Jornalista responsável pelo número 65.158 MTB/SP e também vocalista e compositor da banda PEER & INUMANOS.

16 de março de 2026

 



M.I.R.: quando palavra, movimento e música se encontram em cena

Por Johann Peer | Panorama Cultural


Entre ritmo intuitivo, poesia e experimentação sonora, o artista M.I.R. construiu uma trajetória que atravessa música, teatro e audiovisual. Da infância marcada por instrumentos improvisados até a criação de espetáculos que misturam narrativa, performance e canção, sua obra revela um artista interessado em transformar experiência em linguagem. Em entrevista ao Panorama Cultural, ele reflete sobre suas origens musicais, processos criativos e os caminhos que sua pesquisa artística vem trilhando — agora também nas turnês “Palavra e Movimento” e “Palavra, Movimento e Pulsação”.


A descoberta do ritmo no cotidiano

A relação de M.I.R. com a música nasceu antes mesmo da compreensão formal do que ela era. Na infância, objetos domésticos já se transformavam em instrumentos e o cotidiano era percebido como paisagem sonora.

“Hare krishna! Desde muito cedo eu percebia o mundo de forma sonora”, conta. “Antes mesmo de entender a música como linguagem, eu já buscava ritmo nas coisas mais simples do cotidiano: mesas, xícaras, panelas… qualquer objeto podia virar instrumento.”

Essa experiência inicial moldou sua forma de escutar e de criar. Para ele, o ritmo sempre esteve além dos instrumentos.

“O ritmo não vinha apenas de um instrumento musical. Ele estava no ambiente, nas pessoas, no movimento da vida. Essa relação lúdica e espontânea com o som acabou moldando minha forma de criar até hoje. A música, para mim, nasce da curiosidade e da observação.”


Música como experiência afetiva

Mesmo sem músicos profissionais na família, o ambiente doméstico foi fundamental para a formação da sua sensibilidade artística.

“Apesar de não haver músicos profissionais na família, havia muita música circulando. Canções no rádio, discos tocando, pessoas cantando naturalmente dentro de casa”, lembra.

Esse contato cotidiano fez com que a música surgisse como linguagem emocional antes de qualquer formalidade técnica.

“Ela nunca foi algo distante ou técnico demais, era parte da vida cotidiana. Isso moldou minha sensibilidade artística porque aprendi desde cedo que música é sobretudo comunicação e emoção.”


Identidade construída entre experimentações

Ao longo dos anos, a trajetória de M.I.R. passou por diferentes experimentações e influências musicais.

“No início havia muita experimentação e influência de diferentes estilos — rock, folk, blues, música brasileira”, explica.

Com o tempo, o artista percebeu que sua identidade surgia justamente desse cruzamento de referências.

“Hoje eu descrevo meu trabalho como uma música de forte narrativa, onde palavra, melodia e atmosfera caminham juntas. É um território que mistura canção, reflexão e experiência sensorial.”


Aprendizados de banda e maturidade artística

Um momento importante desse processo foi sua participação na banda Jasmins do Paraíso, experiência que contribuiu para seu amadurecimento musical.

“A experiência com os Jasmins do Paraíso foi muito importante para minha formação artística”, afirma. “Foi um período de aprendizado coletivo, de entender o funcionamento de uma banda, de dividir palco e criação com outras pessoas.”


A convivência musical também trouxe lições que permanecem presentes em seus projetos atuais.

“Essa vivência me ensinou muito sobre dinâmica musical, escuta entre os músicos e construção de identidade artística em grupo.”


O silêncio e as atmosferas de “Sonido 23”

Já em carreira solo, M.I.R. decidiu explorar uma abordagem diferente com o álbum instrumental “Sonido 23”, uma obra que aposta na experiência sensorial da música sem palavras.

“‘Sonido 23’ nasceu de uma necessidade de explorar o som de forma mais abstrata, sem a condução da palavra”, explica.


A proposta era permitir que as emoções emergissem diretamente da sonoridade.

“Eu queria investigar como a música poderia comunicar sensações, atmosferas e estados emocionais apenas através das texturas sonoras. Foi um exercício de escuta profunda.”


O processo também trouxe desafios criativos.

“O maior desafio foi abandonar a segurança da palavra. Quando não há letra, cada detalhe sonoro ganha mais peso. Mas isso abre um campo enorme de possibilidades.”


Canção e reflexão em “Presentes Inigualáveis”

Em 2024, o artista apresentou o EP “Presentes Inigualáveis”, trabalho que marca uma nova etapa de maturidade criativa.

“Esse EP representa um ponto de maturidade na minha trajetória”, afirma. “Ele reúne elementos que já vinham aparecendo no meu trabalho — a força da canção, a dimensão poética e a busca por uma identidade sonora própria.”

As composições também refletem uma abordagem mais consciente sobre o que deseja comunicar artisticamente.

]“As canções trazem reflexões sobre a vida, os encontros humanos e a percepção de que existem presentes que não são materiais, mas experiências que transformam a nossa existência.”


Música para cinema e teatro

A atuação de M.I.R. também se estende ao audiovisual, onde suas composições participam de trilhas sonoras.

“Compor para o cinema é muito interessante porque a música passa a dialogar diretamente com a imagem e com a narrativa do filme”, explica.


Segundo ele, o processo exige outra escuta criativa.

“No audiovisual a música precisa servir à história que está sendo contada. Isso exige sensibilidade para entender o ritmo da cena, a emoção do momento e até o silêncio necessário.”

No teatro, um dos projetos mais pessoais foi o musical “A Trilogia das Gurias”, inspirado em suas três filhas — Dominique, Isadora e Valentina.

“A obra nasceu de um desejo muito pessoal de transformar experiências da minha própria vida em arte”, conta.


O espetáculo mistura memória, narrativa e música.

“O aspecto autobiográfico aparece como ponto de partida, mas a ideia é que cada pessoa também se reconheça nessas histórias.”


A experiência do palco

Em março, M.I.R. inicia a turnê nacional “Palavra e Movimento”, com estreia em Recife.

“É um espetáculo que nasce da força da canção e da presença no palco”, explica. “É um formato muito direto, onde voz, violão e narrativa conduzem a experiência.”


Segundo ele, o público pode esperar um encontro mais próximo com a música.

“A ideia é criar um espaço de encontro verdadeiro entre artista e plateia.”

Paralelamente, ele também apresenta a turnê “Palavra, Movimento e Pulsação”, em formato banda, percorrendo cidades do Rio Grande do Sul.

“O formato solo é mais intimista e focado na narrativa da canção. Já o espetáculo com banda amplia a dimensão sonora e energética das músicas”, afirma.


Corpo, palavra e som

No centro da pesquisa artística de M.I.R. está a ideia de que a música ultrapassa o campo sonoro.

“Para mim, a música nunca foi apenas som. Ela envolve presença, gesto e intenção”, explica.

Essa visão se manifesta especialmente na performance ao vivo.

“O corpo participa do processo criativo tanto quanto a palavra e a melodia. No palco, a performance acaba sendo uma extensão da própria canção.”


Para ele, a performance é também uma dimensão essencial da música contemporânea.

“Ela transforma a música em experiência viva. Quando uma canção é apresentada ao vivo, ela ganha novas camadas de interpretação, emoção e comunicação com o público.”


Arte híbrida e experiência sensorial

Ao observar o cenário cultural atual, o artista vê na mistura de linguagens um caminho fértil para a criação.

“A arte contemporânea tem se tornado cada vez mais interdisciplinar”, afirma. “Minha pesquisa artística caminha justamente nesse sentido: explorar o encontro entre música, narrativa, imagem e performance.”


No fim das contas, porém, o que ele busca é algo simples — e profundo.

“Espero que as pessoas saiam de um espetáculo meu com a sensação de terem vivido uma experiência verdadeira”, conclui.

“Se a música conseguir provocar reflexão, emoção ou simplesmente um momento de conexão consigo mesmo e com o mundo ao redor, então o encontro já valeu a pena. Hare krishna.”


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Johann Peer é Jornalista responsável sob n°65.158 MTB/SP e também vocalista e compositor da banda PEER & INUMANOS.