7 de julho de 2025

THE FINAL SHOW OZZY OSBOURNE/BLACK SABBATH

A histórica despedida de Ozzy Osbourne e Black Sabbath dos palcos no festival “Back to the Beginning”. 



Um adeus épico à altura de lendas, onde o Black Sabbath formado em 1968, é considerado  um dos grandes pais do metal na história da música contemporânea, atravessando e influenciando gerações. Um espetáculo marcado apor emoção, peso, nostalgia e uma verdadeira celebração da história do rock e do metal mundial.

O mundo do rock viveu um momento histórico e inesquecível no último fim de semana: o derradeiro show de Ozzy Osbourne, encerrando oficialmente sua carreira solo e também colocando um ponto final na trajetória do Black Sabbath, justamente em sua cidade natal, no lendário estádio do Villa Park, em Birmingham, Inglaterra.

O evento, batizado de Back to the Beginning, fez jus ao nome ao reunir em um único festival algumas das maiores bandas do planeta e uma constelação de artistas que representam várias gerações do rock e do metal. Mais do que uma despedida, o festival foi uma ode à herança musical deixada por Ozzy  e do Black Sabbath à sua brilhante e controversa carreira tanto como frontman da histórica e icônica banda, bem como em sua carreira solo.

 

Um Line-up Monumental:

No palco principal, desfilaram gigantes como Metallica, Guns N’ Roses, Slayer, Tool, Pantera, Alice in Chains, Mastodon, Rival Sons, Lamb Of God, Halestorm, Anthrax, Gojira, entre outros pesos-pesados. Além das bandas, o festival contou com supergrupos formados exclusivamente para esta ocasião, com participações especiais que só um evento deste porte poderia proporcionar.

Entre os nomes que dividiram os holofotes em homenagem a Ozzy, destacaram-se: Steven Tyler (Aerosmith), Billy Corgan (Smashing Pumpkins), Sammy Hagar (Van Halen), Tobias Forge (Ghost), Whitfield Crane (Ugly Kid Joe) e Yungblud nos vocais, além de uma seleção de guitarristas lendários como Tom Morello (Rage Against the Machine), Nuno Bettencourt (Extreme), Ronnie Wood (Rolling Stones, Faces), Scott Ian e Frank Bello (Anthrax), Vernon Reid (Living Colour), K.K. Downing (ex-Judas Priest), Adam Jones (Tool) e Andrew Watt (produtor de Ozzy e outras estrelas do rock atual).

Nos contrabaixos, nomes icônicos como Rudy Sarzo (ex-Ozzy, Whitesnake, Dio) e David Ellefson (ex-Megadeth) trouxeram peso e técnica. A cozinha rítmica também foi brilhantemente representada por Mike Bordin (Faith No More, ex-Ozzy), Danny Carey (Tool), Travis Barker (Blink-182), Chad Smith (Red Hot Chili Peppers) e II (Sleep Token). Nos teclados, Adam Wakeman — fiel escudeiro de Ozzy nas últimas décadas — completou o time estelar.

 

Brasil representado:

O Brasil também marcou presença de forma notável neste capítulo final da história de Ozzy e Black Sabbath. Logo na abertura do festival, o baterista Eloy Casagrande (Slipknot, ex-Sepultura, ex-Gloria, ex-Andre Matos) fez uma participação especial, sendo ovacionado pelo público. Outro brasileiro, João Nogueira, também integrou a equipe como músico de apoio, reforçando a conexão global da música pesada.

 

Um legado eterno — e solidário:

Mais do que uma celebração, o evento teve também um caráter beneficente. Todo o lucro arrecadado foi destinado a três instituições de caridade: Cure Parkinson’s, Birmingham Children’s Hospital e Acorn Children’s Hospice, refletindo o lado humano por trás do Madman- “Príncipe das Trevas”.

O show final de Ozzy foi uma jornada emocional, com clássicos como “Crazy Train”, “Mr. Crowley”, “No More Tears”, “Mama, I’m Coming Home” e, claro, a frente do Black Sabbath, dando  voz pela última vez  à músicas icônicas da história do metal e também do rock mundial  como: “Paranoid”,”Iron Man” “N.I.B.” e “War Pigs” eternizando o momento com a voz emotiva, mas ainda poderosa, de um artista que atravessou gerações com autenticidade e intensidade.

Back to the Beginning não foi apenas um festival. Foi um rito de passagem. Um adeus digno de um rei junto ao Black Sabbath, uma das bandas mais lendárias e inesquecíveis de toda a história do metal e do rock que redefiniu todo um conceito com seu estilo próprio marcante, que  através das suas obras nos deixa um valoroso  quanto  definitivo  legado, que será perpétuo enquanto a humanidade existir. Um momento único para quem presenciou. Um ponto final que ecoará como riff eterno na memória do rock.

  



 


Por Johann Peer - Vocalista e Compositor da banda PEER & INUMANOS- Jornalista responsável sob número:65158/SP,  para o blog ROCK BRASILEIRO UNDERGROUND.

 

 

 

 

 

1 de julho de 2025

Entrevista com a sensação do novo rock autoral nacional: Emanno RockBrabo! De Pimentas para o mundo!

 

EMANNO ROCKBRABO

 

Cantor e compositor da nova geração de Guarulhos, Emanno Rockbrabo é uma das maiores revelações da cena rock autoral nacional, onde busca escrever seu nome na história do rock brasileiro, com composições marcantes e letras que contam a história da sua vida, desde a tenra idade. EMANNO, tem seu trabalho artístico inspirado em grandes nomes do Rock Nacional, como: Charlie Brown Jr., Mamonas Assassinas e Raimundos e internacionais como: Freddie Mercury, Ozzy Osbourne e Elvis Presley.

Apesar da breve carreira artística, (começou a se apresentar profissionalmente em 2023),  Emanno tem sido destaque nas plataformas digitais, mídias e redes sociais conquistando um séquito de fãs, e de  estar  se  apresentando nas melhores casas de shows da cena  underground paulista, além de ter sido entrevistado na Rádio Rock 89 FM e atualmente estar gravando com o renomado produtor Rick Bonadio.

R.B.U.: Boa noite, aqui é Rock Brasileiro Underground, estamos aqui direto do Motoclub, Cavaleiros do Asfalto, onde vai ter o show de três superbandas do Rock Autoral Paulista, 3 Loucos, Listen, finalizando o Peer &  Inumanos. E aqui estamos com um grande convidado especial, que é um grande artista da cena Rocker, direto do bairro de Pimentas Guarulhos, (de onde também saíram para o mundo os saudosos componentes do grupo Mamonas Assassinas), e futuramente do Brasil e do mundo, Emanno RockBrabo. Gravem bem esse nome galera: Emanno  RockBrabo!

EMANNO ROCKBRABO: Salve, salve galera! Aqui é o Emanno RockBravo, diretamente de Guarulhos City para o mundo, hein! Agora eu estou em São Paulo, primeiro lugar aí de expansão, mas em breve estarei no Brasil e mundo, hein galera! Tamo junto!

 

R.B.U.:  Nos conta, como foram os primórdios da sua vida lá atrás,  e qual foi sua primeira impressão com a música?

EMANNO ROCKBRABO: A minha primeira impressão com a música, acredito, foi quando era criança, né? Porque meu pai tinha uns discos lá em casa, lá, daqueles discos de Rio, bem antigos, o que me influenciou bem, me fez, como posso dizer, ser educado musicalmente, né?

Através do meu coroa, através de meu pai, tinha um disco do Queen também, meu tio também, tinha um cd do Charlie Brown Jr., que colocava pra escutar quando era criança, então meio que a música sempre estava comigo, e não só o rock, tipo, forró, sertanejo, música evangélica também, tanto que eu comecei a tocar na igreja, né, quando eu comecei a tocar, então, a música ela sempre esteve no meu DNA, desde que eu era criança.

 

R.B.U.: Então, partindo dessa premissa, vamos dizer que as suas primeiras influências musicais, principalmente no rock, que é o que você faz também, atualmente, foram o Queen e o Charlie Brown, correto?

EMANNO ROCKBRABO: E eu sempre aprendo um pouco com cada músico. Eu não sou preso a um só estilo. As minhas músicas, se você perceber, cada uma tem uma vibe e é tipo um quebra-cabeça. Quando vou fazer o meu show, uma música se complementa com outra, vai juntar as peças. Eu ainda não estou com quebra-cabeça completo.

Estou ainda escolhendo o repertório, escolhendo as letras que eu vou colocar no meu show, no show definitivo, né? Da minha próxima turnê, Amor e Rock'n'Roll. Mas quem já assistiu o meu show vê que uma música, ela conta uma história, onde Emanno RockBrabo veio de Guarulhos, conheceu uma garota, se apaixonou por essa garota. Essa garota foi morar em Ribeirão, depois não acabou dando certo, mas tem outros peixes no mar. Essa daí, que é a história do meu show, sabe? Amor e Rock'n'Roll, estamos juntos, porque o nosso amor é Rock'n'Roll. 


R.B.U.: Como foi que você obteve o seu primeiro incentivo, na sua adolescência, qual foi sua primeira experiência com o público como artista, para chegar ao patamar que você está hoje, sabendo que você já é uma realidade:

EMANNO ROCKBRABO: Como artista, sim foi algo que descobri recentemente há dois anos atrás não era algo da adolescência. Quando era adolescente eu só estudava. Fazia nível médio pela manhã, fazia curso técnico a tarde e outro curso técnico  a noite. Minha vida era só estudar mas já tocava um pouco de violão. Mas minha vida como artista começou há dois anos atrás foi bem recentemente.


R.B.U.: Como foi essa  descoberta no que tange a carreira artística para você, Emanno?

EMANNO ROCKBRABO: Então, eu namorava uma menina uma garota a gente acabou terminando. A minha vida quando a estava namorando era pra ela. Aí quando terminou aquele romance eu falei, pô meu, o que vou fazer agora? Então, recordei que sempre escrevi poemas na escola e pensei: Porque não transformo meus poemas em música? Aí até na música Amor e Rock And Roll tem um verso  em que canto assim: Revisitando os meus poemas, do nosso amor eu lembro. Porque foi através dos meus poemas que comecei a escrever minhas músicas há dois anos atrás. O despertar pra surgir o Emanno RockBrabo,  foi que o Emanoel morreu após o termino daquele relacionamento, e nasceu uma nova pessoa: Emanno RockBrabo o novo astro do Rock And Roll!!


R.B.U.: Emanno, conte-nos como foi o seu primeiro show, conte-nos sobre como foi a sua primeira experiência da sua estreia nos palcos.

EMANNO ROCKBRABO: Meu primeiro show foi na Ton Ton Jazz onde cantei para apenas três pessoas me assistindo. Mas, foi muito especial para mim porque foi um lugar onde comecei a perder a vergonha do público. Para mim foi até bom eu ter me apresentado apenas para essas três pessoas, que inclusive me acompanham e me apoiam até hoje, talvez se eu tivesse me apresentado para um grande público logo de primeira, eu poderia ter me “queimado” com um  grande público. Eu fui crescendo aos poucos, onde o  primeiro show tinha três pessoas, a segunda apresentação tinha vinte pessoas, na sequência cantei para cem pessoas, depois cantei para duzentas pessoas e mais recentemente acabei me apresentando para mais de 400 pessoas que inclusive o Peer foi. (N.R.Festival Canta Juventude de Guarulhos realizado dia 07/06/2025 no Teatro Adamastor em Guarulhos).



R.B.U.: Emanno RockBrabo, essas três pessoas que te acompanham até hoje são multiplicadoras do seu seu caminho, visando atingir o caminho do  sucesso e seu reconhecimento como artista e também te auxiliando seu processo de amadurecimento e aprendizado, correto?

EMANNO ROCKBRABO: Sim, com certeza ajudou muito no meu processo de crescimento, aprendizado e amadurecimento, não só como artista, mas como pessoa também.


R.B.U.: Soube que você despontou também através da entrevista, que inclusive eu tive o prazer de ver e que você foi entrevistado pela Kaká Schwartzmann jornalista e apresentadora muito talentosa e competente, uma profissional do jornalismo musical e cultural muito gabaritada, que é uma grande porta vozes  na disseminação do novo rock autoral nacional, através do projeto de descobrir, entrevistar, e lançar artistas e bandas de rock em todos os seus gêneros e vertentes por todo o Brasil, inclusive, de adentrar o Guiness Book com o recorde de entrevistar 1000 artistas e bandas. Conte-nos Emanno como foi que você conheceu a Kaká, como foi a entrevista e qual música você cantou, por favor?

EMANNO ROCKBRABO: Cantei várias, inclusive ROCK AND ROLL NO APARTAMENTO.


R.B.U.: Sim, ROCK AND ROLL NO APARTAMENTO, que foi a que gostei e me identifiquei e através dela tive oportunidade de conhecer melhor o seu trabalho. Mas me fala em relação a Kaká por favor.

EMANNO ROCK BRABO: Então, como conheci a Kaká foi em uma ocasião aonde teve uma palestra que assisti promovida pela Associação Cultural Guarulhos do rock, infelizmente que hoje se encontra meio parada eles não estão fazendo muitos projetos. Nessa data eles levaram a palestra, eles levaram “Os Caminhos do ROCK” para lá. Projeto interessante,  não tinha apenas a Kaká, mas tinha o Pompeu da Korzus, o Régis Tadeu, o Daniel Gerber, eles dão palestras sobre o business do rock, aí conheci essa galera que são os gigantes do ROCK, e eles abriram a minha mente, no sentido de me preparar,  de  profissionalizar o meu trabalho artístico. Eu estava bem no início bem no início mesmo tinha feito apenas três shows, mas ali naquele momento apareceu na hora certa.

 

R.B.U.: Foi uma espécie de start para sua carreira? 

EMANNO ROCKBRABO: Sim, eu já tinha startado mas me ajudou profissionalmente. Ai marquei essa entrevista com a Kaká, ela falou que estava querendo entrevistar artistas e Bandas…então fui ao hotel que ela mora ou morava em São Paulo fiz a entrevista e mostrei minhas músicas para ela e nessa entrevista a própria Kaká falou que tinha gostado muito de ROCK AND ROLL NO APARTAMENTO.

Então a história do Rock'n'roll no apartamento é a seguinte: Eu fui levar uma ex-namorada minha lá no meu apartamento,  tinha uma vizinha lá que o nome dela era Clarita. Aí ela ficou interfonando direto lá no meu apartamento e  ficava falando que estávamos  fazendo barulho, não sei o que… Aí beleza, passou um tempo… Aí uma vez eu estava almoçando. Aí veio bem uma  inspiração, que eu lembrei dessa história,   da vizinha que estava interfonando no meu apartamento lá pra reclamar lá da gente, um dia que eu levei essa minha ex-namorada para o meu apartamento. Aí só tinha um guardanapo na minha frente. Aí eu pensei e falei, vou pegar esse guardanapo e escrever a letra dessa música, eu escrevi e surgiu o refrão: “Eu fui fazer um Rock'n'roll lá no apartamento,  A vizinha reclamou, truta que momento,  A cama balançando e a vizinha reclamar. Desculpa dona Clara, o Rock não pode parar!”

 

R.B.U.: Após  essa entrevista que você fez com a Kaká Schwartzmann do Crash TV e Tour ROCK Brasil, me conta o que mais aconteceu, como foi a evolução da sua carreira como artista?

EMANNO ROCKBRABO: Aí, eu fui fazer um show de estreia lá no House of Legends, inclusive aqui nesse dia você foi, no House of Legends, e  você me conheceu lá na Vila Madalena. E o Cesar? Não, o Cesar a gente se conheceu depois em Guarulhos. Ah, ele foi igual? É, bem legal. Aí, você me conheceu lá no House of Legends, aí, tipo assim, eu fui fazer o lançamento dessa música, né? Aí eu falei, meu, eu quero fazer um lançamento de impacto. Aí eu fiz uns contatos , aí eu falei assim, eu quero alguém da minha banda favorita, que é o Charlie Brown Jr. Aí eu chamei o Pinguim, que era o batera, segundo batera do Charlie Brown. Ele topou fazer o show, a gente fez o show lá no Legends, deu muito bom. 

O pós evento no House Of Legends, tanto a nível de repercussão como de obtenção de material ficou muito bom, consegui um material incrível, fotos. Fez um barulho na internet legal, tal. E o próximo passo seria fazer, superar esse show. Eu pensei, como que eu vou superar esse show? Eu cheguei no Kike, né, da Crazyland, que também tinha tocado nesse show aí, do House of Legends. E falei pra ele, eu quero superar esse show. Aí a gente escolheu um lugar, o La Iglesias.  A gente falou assim, vamos fazer  no La Iglesias, que é uma casa top e tal. E a gente vai conseguir fazer lá. Então, nós fizemos um show lá, deu bom também  você foi. O Clemente (Inocentes e Plebe Rude) também participou do show que foi fantástico. E o resto é a continuação da história. E  show a show a gente está crescendo.

 

R.B.U.: Como você teve referências no Rock nacional feito nos anos 80 e 90 o que você vê de diferença entre o Rock feito naquele período e o Rock feito atualmente? E o que é necessário para ROCK feito hoje voltar ao status de protagonismo exercido entre os anos 80 e 90?

EMANNO ROCKBRABO: O ROCK de hoje eu vejo como nos anos 60 e 70 onde os grandes artistas e bandas tinham que fazer a sua própria história deles  desde o seu início de carreira, tinham que garimpar, aí chegou no auge. Onde surge uma banda phodástica, onde o ROCK volta a ser protagonista da cena e fica nesse ciclo indo e voltando. A última banda que fez história no Brasil que è falado  no Rock nacional foi o Charlie Brown Jr, onde vai fazer 15 anos que o Chorão morreu está próximo dessa data. E, acredito que está na hora de surgir algo novo, um artista, uma banda nova, talvez seja eu…talvez seja mais alguém…está na periodicidade do ROCK…o ROCK não morreu…ele nunca acaba …o ROCK sempre reaparece, parece que sumiu da mídia mas ele sempre volta…Acredito que eu possa ser o protagonista da minha geração no quesito de ROCK porque essa galera que está me escutando no SPOTIFY está na faixa etária entre 18 e 30 anos e até quem é fã de outros estilos como: Rap,Funk,Forró escuta  minha música e dizem gostar do meu som e, do outro lado por incrível que pareça infelizmente dentro do próprio Rock, uma galera extremista de um som mais pesado mais sujo do  gênero do Death metal, (não todos mas alguns), arranjaram treta comigo meio que me atacando de graça no Instagram. Mas, fora isso em geral estou sendo bem aceito pela maioria das galera e do público, por exemplo quem vai pagar os ingressos dos meus shows, estou sendo bem visto e bem aceito nessa galera mais secular. Minha filosofia é conseguir ao menos um novo  fã por dia , um seguidor por dia. Se eu conseguir um fã por dia ou até mais vou aumentar bastante meu nível de base de fãs onde uma hora eu terei muitos e muitos fãs.

 

R.B.U.: Emanno, como você vê a questão da Inteligência Artificial em relação a tomar o espaço da criatividade e da inspiração do artista, do compositor , haja vista 30% das músicas hoje nas plataformas de streaming são feitas pela I.A.Te preocupa essa situação?

EMANNO ROCKBRABO: Não me preocupa de forma alguma pois a I.A. não cria nada do zero. Me preocuparia que ela aprende com outro artista, ela emula o jeito que o artista, escreve e faz. Mas, a I.A. não irá substituir a criatividade e a inspiração do artista. Porque a I.A. ela está programada para fazer algo que já existe, que alguém já fez. Mas, o ser humano não, porque ele já vem dotado da sua mente criativa. E, a partir do momento que a I.A. conseguir criar algo do zero, aí já não será mais uma inteligência artificial, uma máquina, ela se tornou um ser vivo aí seria um ser vivo mesmo tendo um corpo de metal. A inteligência artificial o nome já diz é artificial, mas a partir do momento que esses robôs conseguirem  criar algo do zero pensar como um ser humano já não é mais inteligência artificial, já se tornou um ser vivo na minha humilde opinião.

 

R.B.U.: Mas, para você Emanno não deveria ter uma proteção para os artistas e, principalmente compositores de obter uma proteção maior para tua obra no que tange a questão de direitos autorais quando do uso das mesmas nas plataformas de formas de streaming principalmente com o advento e uso da inteligência artificial no caso de emular ou recriar em cima destas mesmas obras?

EMANNO ROCKBRABO: Censurar a I.A. eu sou contra. Por exemplo se ela utilizou de base da composição de fulano, beltrano, siclano para fazer uma música o autor deveria receber uma porcentagem em dinheiro daqueles streaming que estão rodando. Eu não acho que deveremos ser contra a inteligência artificial porque no futuro por exemplo quando a terra ficar sem recursos, o que pode ajudar a gente seria no caso robôs máquinas irem buscar recursos em outros planetas para o ser humano. É o início de uma era que no futuro, bem tecnológica. Por exemplo, se a inteligência artificial utilizou de base o Peer para criar uma música, e essa música fez sucesso o Peer deveria receber os devidos direitos autorais, um percentual como compositor também. Acredito que seja assim e deveria ser assim mas eu não sou contra o uso da inteligência artificial.


R.B.U.: Como você concebe o rock feito lá fora em contraponto com o rock feito aqui no Brasil, se você acredita haver muita disparidade, e o que precisa ser melhorado aqui dentro principalmente na cena underground e independente?

EMANNO ROCKBRABO: Se for nos Estados Unidos por exemplo, um artista como no nível como eu aqui no Brasil, ele já estaria com agenda de shows completa se apresentando todos os dias como Seattle, vários lugares dos EUA. Por exemplo pois lá existe um circuito underground e independente solidificado e profissionalizado. Aqui, com a Associação Consciência Cultural, através do Fabrício Ravelli, que já vivenciou e se apresentou como músico em diversas bandas de renome nos Estados Unidos, já veio de lá com essa mudança de mentalidade para implementar e nos trazer para a cena underground e independente uma nova perspectiva  capacitando e profissionalizando artistas e bandas da nossa cultura rock que não tem espaço na mídia, com agenda cheia, tocando em muitos palcos viajando  por vários lugares, vivendo única e exclusivamente da sua arte, da sua música. Essa é a grande diferença que vejo entre os EUA e o Brasil no que tange ao movimento e a cena da música underground e independente onde lá existe consolidação e profissionalismo enquanto aqui infelizmente a atividade da música ainda é vista por grande parte da sociedade como hobby, onde existe aquela pergunta clássica: “Além da música, no que você trabalha?” ,pior ainda, é quando o artista ou banda não está naquele patamar de estar na grande mídia, na TV global, por exemplo, ou não recebe aporte de grandes mecenas e é tido e visto como vagabundo, pela maioria das pessoas, e do contingente da sociedade, infelizmente.

 

R.B.U.: Que você diria para a atual juventude e para as gerações vindouras, que sonham em mergulhar no universo da música e da arte, Emanno?

EMANNO ROCKBRABO: Siga seus sonhos, lute pelos seus sonhos, não liga para o que os outros vão falar,  o que as pessoas vão achar de você seguir no mundo da música, da arte no começo é difícil em qualquer lugar, mas siga o seu sonho, simplesmente faça a sua música e já é.

 

R.B.U.: Emanno,  para finalizar deixe uma mensagem para o blog do ROCK BRASILEIRO UNDERGROUND, que agradece a sua receptividade e atenção, a oportunidade a nós concedida (onde você é o primeiro entrevistado), para a sua base de seguidores e fãs, milhares de fãs.

EMANNO ROCKBRABO: Ah sim, gostaria de agradecer muito a vocês da R.B.U. por essa matéria e, também ao meu público que são incríveis. É incrível o que essa galera faz apoiando, comprando camiseta, escutando o nosso trabalho no SPOTIFY , onde por exemplo,  “ROCK NO APARTAMENTO” chegou a 15 mil streaming é algo do outro mundo, outro mundo  não tenho palavras para agradecer, é simplesmente surreal essa galera é apenas o começo do nosso trabalho mas eu sei que vai dar certo aliás já deu certo.

 

R.B.U.: Obrigado grande Emanno e, bora de ROCK aND ROLL!!

 EMANNO ROCKBRABO: Bora de ROCK NO DISCO. Yeahhhhhhhhh!!!!


Contatos do Emanno ROCK Brabo:



Instagram: 

https://www.instagram.com/emanno_rock.brabo

 

Spotify: 

https://open.spotify.com/artist/5JUVNpD34xmpwsbERxPxkt?si=ZSxNm_3VT8SYnil-spGgSg


O projeto ROCK BRASILEIRO UNDERGROUND é idealizado e dirigido por Cesar Augusto, líder e baixista da banda PEER & INUMANOS.  

Matéria realizada no dia 14/06/2025 durante o evento BREAK TO SILENCE realizado pelo ROCK BRASILEIRO UNDERGROUND no espaço do Moto Clube Cavalheiros do Asfalto no Knight's Pub com a apresentação das bandas: 3Loucos,Listen e Peer & Inumanos com a participação especial de Emanno ROCK Brabo nosso primeiro entrevistado por parte do vocalista, compositor e fundador da banda PEER & INUMANOS, Johann Peer, jornalista responsável sob o número: 65158/SP.


Guitarra Intensiva



22 de maio de 2025

1º Edição do RBU BREAK THE SILENCE FESTIVAL



RBU BREAK THE SILENCE FESTIVAL – É hora de fazer barulho!



Chegou a hora de romper o silêncio! O Rock Brasileiro Underground apresenta a primeira edição do RBU BREAK THE SILENCE FESTIVAL, um grito de resistência e atitude das bandas independentes que estão prontas para invadir o palco e conquistar o espaço que é delas por direito.

Aqui, a música não pede licença — ela avança, quebra barreiras e ocupa território! Esqueça o comodismo: o underground mostra sua força com as bandas PEER & INUMANOS, LISTEN e 3 LOUCOS — três nomes que personificam a fúria criativa, a autenticidade e a urgência de quem não aceita ficar à margem.

Mais do que um show, este é um chamado para todos que acreditam na potência da cena independente. Se você também acha que o silêncio não serve pra nada, junte-se a nós nesse ataque sonoro — e ainda celebre o aniversário do baixista Cesar Augusto, da banda Peer & Inumanos!

Data: 14/06/2025

Local: Knights Pub Burger

Realização: Rock Brasileiro Undergroung

Ingressos disponíveis no Sympla


RBU BREAK THE SILENCE FESTIVAL — Porque quem cala, consente. O rock não vai consentir!