A histórica despedida de Ozzy Osbourne e Black Sabbath dos palcos no festival “Back to the Beginning”.
Um adeus épico à altura de lendas, onde o Black Sabbath formado em 1968, é considerado um dos grandes pais do metal na história da música contemporânea, atravessando e influenciando gerações. Um espetáculo marcado apor emoção, peso, nostalgia e uma verdadeira celebração da história do rock e do metal mundial.
O mundo do rock viveu um momento histórico e inesquecível no último fim de semana: o derradeiro show de Ozzy Osbourne, encerrando oficialmente sua carreira solo e também colocando um ponto final na trajetória do Black Sabbath, justamente em sua cidade natal, no lendário estádio do Villa Park, em Birmingham, Inglaterra.
O evento, batizado de Back to the Beginning, fez jus ao nome
ao reunir em um único festival algumas das maiores bandas do planeta e uma
constelação de artistas que representam várias gerações do rock e do metal.
Mais do que uma despedida, o festival foi uma ode à herança musical deixada por
Ozzy — e do Black
Sabbath à sua brilhante e controversa carreira tanto como frontman da
histórica e icônica banda, bem como em sua carreira solo.
Um Line-up Monumental:
No palco principal, desfilaram gigantes como Metallica, Guns N’ Roses, Slayer, Tool, Pantera, Alice in Chains, Mastodon, Rival Sons, Lamb Of God, Halestorm, Anthrax, Gojira, entre outros pesos-pesados. Além das bandas, o festival contou com supergrupos formados exclusivamente para esta ocasião, com participações especiais que só um evento deste porte poderia proporcionar.
Entre os nomes que dividiram os holofotes em homenagem a Ozzy, destacaram-se: Steven Tyler (Aerosmith), Billy Corgan (Smashing Pumpkins), Sammy Hagar (Van Halen), Tobias Forge (Ghost), Whitfield Crane (Ugly Kid Joe) e Yungblud nos vocais, além de uma seleção de guitarristas lendários como Tom Morello (Rage Against the Machine), Nuno Bettencourt (Extreme), Ronnie Wood (Rolling Stones, Faces), Scott Ian e Frank Bello (Anthrax), Vernon Reid (Living Colour), K.K. Downing (ex-Judas Priest), Adam Jones (Tool) e Andrew Watt (produtor de Ozzy e outras estrelas do rock atual).
Nos contrabaixos, nomes icônicos como
Rudy Sarzo (ex-Ozzy, Whitesnake, Dio) e
David Ellefson (ex-Megadeth) trouxeram peso e técnica. A cozinha rítmica
também foi brilhantemente representada por Mike
Bordin (Faith No More, ex-Ozzy), Danny Carey (Tool), Travis Barker (Blink-182),
Chad Smith (Red Hot Chili Peppers) e II (Sleep Token). Nos teclados, Adam Wakeman — fiel escudeiro de Ozzy nas últimas décadas — completou o
time estelar.
Brasil representado:
O Brasil também marcou presença de
forma notável neste capítulo final da história de Ozzy e Black Sabbath.
Logo na abertura do festival, o baterista Eloy
Casagrande (Slipknot, ex-Sepultura, ex-Gloria, ex-Andre Matos) fez uma participação especial, sendo ovacionado pelo
público. Outro brasileiro, João
Nogueira, também integrou a equipe como músico de apoio, reforçando a
conexão global da música pesada.
Um legado eterno — e solidário:
Mais do que uma celebração, o evento teve também um caráter beneficente. Todo o lucro arrecadado foi destinado a três instituições de caridade: Cure Parkinson’s, Birmingham Children’s Hospital e Acorn Children’s Hospice, refletindo o lado humano por trás do Madman- “Príncipe das Trevas”.
O show final de Ozzy foi uma jornada emocional, com clássicos como “Crazy Train”, “Mr. Crowley”, “No More Tears”, “Mama, I’m Coming Home” e, claro, a frente do Black Sabbath, dando voz pela última vez à músicas icônicas da história do metal e também do rock mundial como: “Paranoid”,”Iron Man” “N.I.B.” e “War Pigs” eternizando o momento com a voz emotiva, mas ainda poderosa, de um artista que atravessou gerações com autenticidade e intensidade.
Back to the Beginning não foi apenas um festival. Foi um rito de passagem. Um adeus digno de
um rei junto ao Black Sabbath, uma
das bandas mais lendárias e inesquecíveis de toda a história do metal e do rock
que redefiniu todo um conceito com seu estilo próprio marcante, que através das suas obras nos deixa um valoroso quanto
definitivo legado, que será
perpétuo enquanto a humanidade existir. Um momento único para quem presenciou.
Um ponto final que ecoará como riff eterno na memória do rock.
Por Johann Peer - Vocalista e
Compositor da banda PEER & INUMANOS- Jornalista responsável sob
número:65158/SP, para o blog ROCK
BRASILEIRO UNDERGROUND.

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