Bem-vindo ao Rock Brasileiro Underground, o espaço onde a verdadeira essência do rock independente do Brasil ganha voz! Aqui, você encontra novidades, entrevistas, resenhas e histórias de bandas e artistas que estão fazendo barulho fora do mainstream. Junte-se a nós e descubra o que há de mais genuíno no rock brasileiro que ainda não conquistou as grandes massas, mas conquista corações de quem busca
música com atitude e originalidade.
A lendária banda de Trashcore paulista D.O.S. –
Deformação da Sociedade e Bandas Metallstein e JC Pactus se apresentam
no icônico WOODSTOCK ROCK STORE
Dia 21/02 A partir das 15:00
WOODSTOCK ROCK STORE
Endereço: Rua Dr. Falcão Filho 155, São Paulo, SP - CEP:
01007-010
Telefone: (11) 3101-7297
D.O.S. – Deformação da Sociedade: quando o crossover vira
denúncia e resistência
Do caos urbano ao grito coletivo: mais de três décadas
transformando indignação em música extrema.
Nascida entre becos violentos, silêncios cúmplices e
estruturas sociais em colapso, a D.O.S. (Deformação da Sociedade)
não é apenas uma banda — é um manifesto sonoro. Forjada no final dos anos 80 e
início dos 90, a trajetória do grupo atravessa décadas de mudanças políticas,
culturais e musicais sem jamais abandonar sua essência: confrontar a opressão,
denunciar injustiças e amplificar vozes silenciadas através de um crossover
brutal e consciente.
Em 2025, a D.O.S. retorna com formação
renovada e a mesma fúria que a fez nascer. Ame ou odeie: eles não vão se calar.
A gênese da D.O.S. está diretamente ligada a uma
experiência traumática vivida por seu fundador, Edson Khaos. Após deixar
sua antiga banda — onde atuava como baixista — Edson testemunhou uma agressão
brutal contra uma mulher nas ruas. Pouco depois, ao assistir ao filme O
Justiceiro, encontrou na música o canal para transformar revolta em ação. Ali
surgia a essência da D.O.S.: uma banda criada para denunciar as mazelas
sociais e enfrentar um sistema corrompido.
A formação original contou com Mauro (vocal), Edson
Khaos (baixo), Claudomiro e André (guitarras) e Val
(bateria). Com o tempo, Khaos assume os vocais, André migra para o baixo, e a
sonoridade passa a incorporar influências do crossover hardcore finlandês,
somadas à agressividade do thrash americano e alemão.
Os anos 90 foram marcados por pausas e reformulações. Em
1999, sob nova liderança com Rodrigo Artourios e Juliana, a banda
retorna mergulhando em um hardcore mais cru e direto, consolidando presença no
underground paulista, com apresentações no Hangar 110 e destaque na revista
Metal HeaD.
Em 2011, Edson Khaos reassume o comando, motivado
pela constatação de que as injustiças que o impulsionaram nos anos 80
permaneciam intactas. Com Diego (guitarra), Danielson (baixo) e Wander
(bateria), lançam em 2012 o álbum Deformação da Sociedade e, em 2013, o EP
Prenúncio do Caos. Em 2014, dividem palco com a lendária Salário Mínimo.
A banda passa por diversas formações, incluindo músicos como
Dogma (ex-Soldado Nuclear), Thiago (ex-Extreme Hate)
e o retorno de Val à bateria. O trio Edson, Claudomiro e Val
mantém vivo o som combativo por um período importante.
Em 2017, durante o show “Calvário”, Daniel
ingressa na banda, trazendo sua noiva Vania para o baixo. A D.O.S.
participa de eventos como Crash Church, Independência Fest Rock e
Festival Fim do Mundo, além de integrar a coletânea Cristo Suburbano
Vol. 5. Nesse ciclo, lançam o EP Feminicídio, reforçando o engajamento
com pautas urgentes.
Após novo hiato, o grupo ressurge em 2022 com o EP Acertos
de Conta, ao lado de Walter (guitarra), Wagner (baixo) e Léo
(bateria), todos ex-Porão 9. Em 2023, seguem ativos com Daniel, Josias
e Deio, participando de eventos como Refúgio Moriah e Refúgio do Rock.
Dessa fase nasce o projeto paralelo Couraça da Justiça.
Agora, em 2025, a D.O.S. retorna mais afiada
do que nunca:
Edson Khaos (vocal), Diego (guitarra), Daniel
(baixo) e Samuel Silas (bateria) formam a nova linha de frente.
Análise / Crítica técnica
Musicalmente, a D.O.S. constrói seu discurso através
de riffs cortantes, bateria seca e vocais rasgados que dialogam com o hardcore,
thrash e punk crossover. Não há espaço para ornamentos: o som é direto,
agressivo e politizado.
A faixa “Happy Die” tornou-se um verdadeiro hino da
banda, figurando em coletâneas como Cooperativa Punk e Cristo
Suburbano, extrapolando seus próprios lançamentos.
As letras abordam temas como:
• Violência contra a mulher
• Opressão sistêmica
• Colapso ético das estruturas de poder
A discografia distribuída pelo selo Rádio Word — presente em
mais de 100 plataformas digitais — inclui:
Feminicídio (EP)
Feminicídio II (EP)
Prenúncio do Caos (EP)
Denunciando as Mazelas da Sociedade (CD)
Cada lançamento reafirma o compromisso da banda com uma arte
que incomoda, provoca e exige posicionamento.
Entrevistas / Contexto
Para Edson Khaos, a D.O.S. sempre foi mais do que
música:
“As injustiças continuam as mesmas. O que mudou foi a forma
como tentam silenciar quem denuncia. A banda existe porque o sistema ainda
falha com os mais vulneráveis.”
Em tempos de censura velada, conformismo artístico e bandas
neutralizadas pelo mercado, a D.O.S. se mantém como uma trincheira
cultural.
Eles não fazem trilha sonora para distração. Fazem para
despertar.
A D.O.S. não busca consenso. Busca confronto.
Com mais de três décadas de história, múltiplas formações e
uma obra profundamente engajada, o grupo segue como uma das vozes mais
coerentes do underground brasileiro. Seu crossover não é apenas estilístico — é
político, social e humano.
Em 2025, enquanto muitos se calam, a D.O.S. grita.
Distraught: mais de três décadas
transformando thrash metal em denúncia social
Da cena underground de Porto Alegre
aos palcos internacionais, banda gaúcha consolida trajetória marcada por
atitude, crítica e resistência sonora
Formada no início dos anos 1990,
em Porto Alegre (RS), a Distraught construiu uma carreira sólida
dentro do thrash metal brasileiro ao longo de mais de três décadas. Nascida em
meio ao efervescente circuito underground, a banda transformou influências
clássicas do gênero em uma identidade própria, marcada por letras politizadas,
energia de palco e reconhecimento internacional. Entre discos, turnês e
momentos históricos — como dividir o palco com o Megadeth —, o grupo segue
ativo, usando a música como ferramenta de protesto em um mundo atravessado por
crises sociais, ambientais e humanas.
Raízes no underground e paixão pelo
som pesado
A Distraught surgiu em 1990,
quando a cena do metal extremo ainda se articulava por meio de fanzines
xerocados, demos enviadas pelo correio e divulgação artesanal de shows. Segundo
o guitarrista André, o início foi despretensioso: jovens músicos movidos
pela paixão pelo som pesado e pelo desejo de se divertir.
As primeiras referências vieram de
bandas como Suicidal Tendencies e S.O.D., mas logo o thrash metal
se tornou a linguagem definitiva do grupo. Slayer, Exodus, Kreator,
Metallica e Sepultura ajudaram a moldar o caminho inicial, sem
apagar a busca por uma identidade própria. Com o tempo, a banda passou a
desenvolver sua própria “fórmula” de composição, consolidando um som agressivo,
técnico e autoral.
Discos, estrada e afirmação artística
O primeiro álbum cheio, Nervous
System(1998), marcou o ingresso definitivo da Distraught no
circuito nacional de shows. Lançado de forma totalmente independente, com
tiragem de 1.500 cópias, o disco foi amplamente enviado pelo correio para
rádios e veículos internacionais, ampliando o alcance da banda além do Brasil.
Antes disso, a participação em um
split CD com Scars e Zero Vision, pelo selo Encore Records,
e a presença em coletâneas da revista Planet Metal ajudaram a fortalecer
o nome do grupo no underground. Já o registro ao vivo Live Black Jack,
gravado de maneira quase acidental, evidenciou a força da banda nos palcos —
característica frequentemente elogiada pela crítica especializada.
A virada de chave veio comBehind the Veil, álbum que levou a Distraught
a uma turnê de um mês pelo Brasil em 2005. Para André, foi nesse momento
que a banda encontrou definitivamente sua identidade sonora. O reconhecimento
veio também da imprensa: a revista Roadie Crew apontou o grupo como uma
das grandes revelações do thrash metal brasileiro da década.
Metal como protesto e consciência
social
Mais do que velocidade e peso, a Distraught
sempre tratou o thrash como instrumento de crítica. Desde o início, as letras
abordam temas como corrupção, violência urbana, alienação social e sofrimento
psíquico. Para o vocalista Ricardo, essas narrativas nascem da vida real
e refletem um sistema que normaliza desigualdade e repressão.
Essa postura fica evidente em Locked
Forever, álbum que dialoga diretamente com a história dos manicômios
brasileiros e com o livro Holocausto Brasileiro, de Daniela Arbex.
O trabalho denuncia décadas de exclusão e desumanização na psiquiatria
nacional, conectando música extrema a memória social.
A expansão internacional também
ampliou a percepção da banda sobre sua própria obra. Com o lançamento de Unnatural
Display of Art no Japão, pelo selo Spiritual Beast, e turnês pela Argentina,
a Distraught passou a dialogar com públicos de diferentes culturas.
Segundo Ricardo, ver pessoas de outros países reagindo às mesmas músicas
reforçou a universalidade das emoções transmitidas pelo som.
Momentos emblemáticos, como dividir o
palco com o Megadeth em Porto Alegre, durante a turnê de 20 anos de Rust
in Peace, marcaram a trajetória do grupo. O elogio de Dave Mustaine
nos bastidores funcionou como validação artística e fortaleceu a autoconfiança
da banda.
Visualmente, a identidade da Distraught
também se consolidou com capas assinadas por Marcelo Vasco, construídas
a partir dos conceitos líricos de cada álbum. Paralelamente, o grupo se permite
revisitar clássicos, como Helter Skelter (Beatles) e músicas do Motörhead,
reinterpretando essas obras sob o espírito rebelde do metal.
Nos trabalhos mais recentes, temas
como depressão e saúde mental ganham destaque, como em Crucified Life, refletindo
o impacto das pressões contemporâneas e da hiperestimulação provocada
pelas redes sociais.
O EP conceitual inVolution
aprofunda essa abordagem ao relacionar cada faixa simbolicamente aos cinco
elementos da natureza, inspirado por tragédias ambientais como as enchentes no
Rio Grande do Sul e as queimadas no Pantanal. A obra propõe uma leitura crítica
da regressão humana diante do colapso ambiental.
A bandeira doThrash metal como resistência permanente
Após mais de 30 anos de estrada, a Distraught
segue criativamente inquieta e politicamente ativa. Para André, a
motivação continua sendo apontar o que está errado e provocar reflexão.
Ricardo resume o espírito da banda: fazer thrash metal é, acima de tudo,
protesto.
Em um cenário de crise moral,
ambiental e social, o grupo reafirma seu compromisso com o peso, a pressão e a
denúncia — transformando riffs acelerados em consciência crítica.
A discografia da Distraught
está disponível nas principais plataformas digitais, e novidades sobre
lançamentos e shows podem ser acompanhadas pelas redes oficiais da banda.
Matéria exclusiva com André
(Guitarra) e Ricardo (Vocalista), da lendáriabanda de Trash Distraught para Johann Peer, jornalista
responsável sob n°65.158 MTB/SP com a colaboração de Johnny Z.Johann
também é vocalista e compositor da banda PEER & INUMANOS.
1) Vocês se lembram quando e como foi o primeiro contato com a música de
cada um, especialmente com o velho e bom Rock and Roll?
A música chegou antes de virar escolha, ela simplesmente
estava lá. Minha mãe sempre ouvia Michael Jackson e foi assim que nasceu meu
interesse pela guitarra. Um dia eu vi um vídeo em que o Slash fazia uma
participação especial no show do Michael Jackson e me apaixonei pela forma que
ele tocava guitarra, naquele momento percebi que era isso que eu queria pra
minha vida.
2) Nainiciação com as artes,
principalmente a música, vocêscontaram
com apoio da família e amigos?
Cada integrante da banda tem uma história diferente em relação a isso. No meu
caso, sempre tive apoio e incentivo. Sabemos que seguir uma carreira artística
no Brasil exige muita insistência e, para todos nós da banda, o apoio da
família foi se fortalecendo com o tempo. Ele se tornou mais sólido quando a
música deixou de ser apenas um “sonho” e passou a ser trabalho, estrada e
responsabilidade.
3) Como surgiu a banda Drenna Rock? E quais asprincipais influências e referências musicais
de cada um de vocês e que conjuminaramdentro da proposta e formação da banda?
A Drenna nasceu da necessidade de dizer algo próprio. De transformar vivência
em som. As influências passam pelo Rock nacional e internacional, grunge,
alternativo, punk, música urbana. Cada integrante carrega uma bagagem
diferente, e é justamente esse encontro de referências que molda o som da
banda: Rock com identidade brasileira, contemporâneo e autoral.
4) Quando, onde, e comofoiaprimeira apresentação da banda
Drenna e como foi a receptividade junto ao público com esta única formação?
A primeira apresentação aconteceu de
forma crua, sem grandes produções. Foi em um evento de bandas underground no
subúrbio do Rio de Janeiro. Eu tinha algumas músicas guardadas na gaveta e,
naquele momento, ainda não existia uma banda autoral formada. Quando soube do
festival, resolvi me inscrever mesmo sem banda. Juntei alguns amigos, mostrei
as músicas e fizemos um ensaio.
Foi ali que percebemos que a banda
funcionava ao vivo. A receptividade foi intensa, o público se conectou
rapidamente com a proposta e com as letras e por conta disso resolvemos
continuar.
5) A banda Drenna ROCK tem feito um grande número
de apresentações pelo Brasil em grandes eventos e festivais como o ROCK IN
RIO.Qual foi a sensação de terem se apresentado para um grande público e um
evento deste porte? E qual expectativa para este ano, já que tem ROCK IN RIO
novamente?
Tocar em um festival como o Rock in
Rio é uma experiência surreal. Ao mesmo tempo em que você sente o peso da
história e a grandiosidade do evento, também vem uma responsabilidade enorme de
estar à altura daquele palco. É a confirmação de muitos anos de trabalho,
insistência e escolhas feitas ao longo do caminho.
Estar em grandes
festivais é sempre muito especial porque não é apenas sobre tocar para quem já
acompanha a banda e conhece o nosso som, mas também sobre alcançar um público
completamente novo, que muitas vezes tem ali o primeiro contato com a nossa
música, ao vivo. É uma oportunidade única de conexão, de ampliar horizontes e
de mostrar quem somos em poucos minutos, mas com muita intensidade.
Para este ano, a
expectativa é seguir crescendo, ocupando espaços cada vez maiores e levando o
nosso Rock autoral para ainda mais pessoas. Se o Rock in Rio voltar a acontecer
na nossa trajetória, queremos subir naquele palco ainda mais preparados, com mais
estrada, mais identidade e a mesma entrega de sempre.
6) A banda já lançou quais e quantos álbuns?
Qual foi o lançamento mais recente e há previsão de um novo trabalho em breve?
Temos dois álbuns e alguns singles lançados. O primeiro foi Desconectar
e o segundo, Cisne Negro, que é também o nosso trabalho mais recente em
formato de álbum e representa uma fase importante de amadurecimento artístico
da banda, tanto musicalmente quanto conceitualmente.
Depois desse
lançamento, seguimos apresentando novos caminhos com os singles “Aliens”
e “Só o Tempo Irá Dizer”, ambos acompanhados de videoclipes, reforçando
a nossa preocupação em unir música e linguagem visual.
No momento,
estamos trabalhando em dois novos singles e também na produção de um novo
álbum, com lançamento previsto ainda para este ano. A ideia é aprofundar ainda
mais a nossa identidade e explorar novas sonoridades, sem perder a essência do
Rock que nos trouxe até aqui.
7) A Drenna Rock tem planos de fazer parcerias
com Artistas e Bandas do cenário independente?Se sim,ou não e porque?
Sim, temos planos e acreditamos
muito em parcerias. Já vivenciamos isso no álbum Cisne Negro, na música “A
Busca”, em parceria com Kauan Calazans. Essas trocas são importantes não só
artisticamente, mas também para ampliar diálogos e conexões.
Novas parcerias já estão a caminho.
A cena independente se fortalece na troca, e o Rock cresce quando caminha
junto, somando vozes, ideias e experiências.
8) Como vocês enxergam o Rock brasileiro das
décadas de 80, 90 e início dos anos 2000, em comparação com o cenário atual, em
que outros gêneros ganharam protagonismo? O que falta para o Rock voltar a
ocupar o espaço e o protagonismode
antes?
O Rock das décadas de 80, 90 e
início dos anos 2000 contou com muito mais espaço na mídia e nas grandes
plataformas de divulgação. Hoje, o cenário é diferente: outros gêneros ganharam
protagonismo, mas o Rock não desapareceu. Ele segue vivo, talvez ainda mais
diverso, plural e livre, justamente por estar fora do mainstream.
Para voltar a
ocupar um lugar de maior destaque, o Rock não precisa repetir fórmulas do
passado. Precisa dialogar com o presente, refletir as questões do seu tempo,
ocupar novos espaços e se comunicar com novas gerações, sem perder a sua
essência.
É exatamente isso
que buscamos fazer com a Drenna: construir pontes entre tradição e
contemporaneidade, ocupar esses espaços e manter o rock em constante movimento.
9) O Rock nasceu de raízes negras e femininas com Sister Rosetta Tharpe,
mas historicamente sempre foi associado ao masculino e ao “universo branco”. Na
opinião de cada um, houve avanços nessa questão? Como quebrar paradigmas ainda
existentes? E qual o papel das mulheres e das comunidades LGBTQIA+ no Rock
atual?
Houve avanços, mas ainda há muito a caminhar. O Rock nasceu negro, feminino e
rebelde. Resgatar essa origem é quebrar paradigmas. Mulheres e pessoas LGBTQIA+
têm papel fundamental no Rock atual: trazendo novas narrativas, novos corpos e
novas estéticas. O palco precisa refletir o mundo atual e real.
10) Em termos de cena independente e autoral,
quais são as principais diferenças e desafios do Brasil em relação à Europa e
aos Estados Unidos? O que ainda precisa melhorar para fortalecer o mercado
nacional?
No Brasil, o desafio é estrutural: menos investimento, menos
políticas culturais contínuas e menos espaço na mídia. Em compensação, a
criatividade é absurda. Para fortalecer o mercado nacional, precisamos de mais
circulação, apoio à cena local e valorização do artista autoral.
Nossa cena é muito rica.
11) Para quem ainda não
conhecem o trabalho da banda, definam a Drenna Rock:
A Drenna é rock brasileiro autoral, visceral, urbano e contemporâneo. As letras
nascem da nossa vivência, do que pensamos, observamos e sentimos no dia a dia.
Falamos sobre inquietações, conflitos internos, relações humanas e o mundo ao
nosso redor, sempre de forma direta e honesta. No palco, isso se transforma em
entrega, intensidade e conexão.
12) Para finalizar: qual
mensagem vocês gostariam de deixar para seus fãs, seguidores e leitores do Rock
Brasileiro Underground?
Para quem vive o rock: continuem. Criem, ocupem espaços, formem redes, não
esperem permissão. O rock sempre foi resistência, e enquanto houver gente
sentindo, pensando e questionando, ele vai continuar vivo.
Por Johann Peer Jornalistaresponsável, sob o n°65.158 MTB/SP etambém, vocalista e compositor da banda PEER & INUMANOS.
Workshop on-line da Rádio Word Escola
e Produtora reúne grandes nomes da música e da comunicação para discutir
mercado, produção e resistência cultural
Johann Peer, jornalista sob o n°65.158/MTB-SP,
Vocalista e Compositor da banda PEER & INUMANOS, a serviço do blog Rock
Brasileiro Underground.
No dia 28 de março de 2026, a Rádio
Word Escola e Produtora, idealizada pelo Músico e Professor Daniel Gobbo,
promove um Workshop on-line que se propõe a ir além da teoria e tocar o cerne
da indústria musical contemporânea. Com uma programação extensa e plural, o
evento reúne artistas, produtores, educadores e comunicadores que são
referências em suas áreas, criando um verdadeiro panorama técnico, cultural e
humano do fazer musical no Brasil.
Com transmissão ao vivo pela
plataforma Even3, o workshop aposta na interatividade em tempo real,
aproximando palestrantes e público por meio de chats e sessões de perguntas e
respostas. O objetivo é claro: capacitar profissionais e entusiastas da música,
oferecendo insights práticos, relatos de experiência e reflexões estratégicas
sobre produção musical, mercado fonográfico, comunicação, educação musical e
identidade artística.
Um encontro entre música, mercado e
audiovisual.
A abertura do evento contextualiza o
público no mercado audiovisual e nas tendências da indústria, preparando o
terreno para uma programação que dialoga com os desafios atuais dos artistas
independentes.
Das 15h às 16h, Edson Pinto Neves,
superintendente da Cinleb TV, apresenta uma visão estratégica
sobre a conexão entre música e vídeo, abordando como artistas podem
potencializar sua imagem, seus lançamentos e sua presença digital em um cenário
cada vez mais multimídia. A palestra destaca o audiovisual como ferramenta
essencial para visibilidade, profissionalização e diferenciação no mercado.
Resiliência, retorno e liderança
artística.
Entre 16h e 17h, o baixista César
Augusto conduz a palestra “O Retorno ao Palco: Resiliência, Produção
Musical e os Desafios do Mercado da Música Brasileira”, conectando sua
trajetória pessoal às transformações do setor. Iniciado na música aos 15 anos,
com passagens pelas bandas Rising Edge e Snake Eyes, César
compartilha o impacto de um hiato de 23 anos fora dos palcos e o desafio de
retomar a carreira em um mercado profundamente transformado.
O músico aborda seu novo ciclo
artístico ao assumir o baixo da banda Peer & Inumanos em março de
2024 e, posteriormente, a liderança do grupo em novembro do mesmo ano. A
palestra discute produção musical independente, posicionamento em um cenário
dominado por gêneros fortes como sertanejo, funk, trap e gospel, além de
refletir sobre liderança artística, persistência e paixão. A mensagem central é
inspiradora: a música não tem prazo de validade.
Do instrumento ao mercado
profissional
Das 17h às 18h, o
multi-instrumentista De Leon Fernandes apresenta “Música em Foco: De
Instrumentista a Profissional do Mercado”. Com mais de 15 anos de carreira,
De Leon compartilha estratégias para construção de uma trajetória sólida,
destacando a importância do domínio técnico aliado ao conhecimento de mercado,
posicionamento profissional e visão de longo prazo para músicos e produtores.
Educação musical, jazz e inovação
Na sequência, das 18h às 19h, o
educador e músico Adriano Carvalho conduz a palestra “A Educação
Musical no Brasil: Desafios, Inovações e o Legado do Jazz no Ensino”. A
partir de sua experiência em instituições como FAAM-SP, UNICAMP e
FPA-SP, Adriano discute como a educação musical pode dialogar com as
demandas contemporâneas sem perder sua ligação com a tradição.
A palestra aborda o uso de novas
tecnologias e metodologias pedagógicas, a atuação da empresa Keep on Playing, o
impacto do jazz na música brasileira e a influência de Charlie Christian
em sua formação. Adriano também destaca o Música Vocacional, projeto de
inclusão social na cidade de São Paulo, e reflete sobre o papel do
educador como agente de transformação cultural.
Underground, identidade e longevidade
artística
Das 19h às 20h, o público acompanha China
Lee, uma das vozes históricas do metal brasileiro, na palestra “A
Jornada do Artista: Da Cena Underground ao Reconhecimento”. Ativo desde os
anos 1980, China compartilha sua vivência na indústria musical, técnicas vocais
específicas e estratégias de adaptação a um mercado competitivo, sem abrir mão
da identidade artística e da paixão pela música.
Heavy metal, mercado e grandes palcos
Entre 20h e 21h, o vocalista do Korzus,
Marcelo Pompeu, apresenta uma das palestras mais aguardadas do evento.
Com uma carreira marcada por mais de três décadas, Pompeu aborda criação de
identidade visual, figurinos, performance de palco e estratégias de
posicionamento no mercado do rock e metal.
A palestra também destaca conquistas
como Grammy Latino, Disco de Ouro e Platina e experiências
em grandes festivais — Rock in Rio, Monster of Rock, Knotfest,
The Town, Summer Breeze Brasil, entre outros. Pompeu reflete
sobre autenticidade versus profissionalismo, liderança artística e a
importância de manter viva a chama do heavy metal brasileiro.
Comunicação, resistência e cena
independente
Encerrando a programação, das 21h às
22h, Kaká Schwarzmann apresenta “O Rock Vive! – A Força da
Comunicação, da Cena Independente e da Resistência Cultural no Brasil”. A
palestra discute o rock como movimento cultural e social, enfatizando o papel
do jornalismo musical, da mídia alternativa e da comunicação independente na
valorização de artistas fora do mainstream.
Kaká compartilha histórias do projeto
Tour Rock Brasil, bastidores de estrada, o caminho até o Guinness
World Records como símbolo de persistência, além de reflexões sobre
mulheres no rock, parcerias entre comunicadores e músicos e estratégias para o
futuro da cena independente.
Esteworkshop é para quem vive e constrói a música.
Voltado a músicos, produtores,
compositores, estudantes de música, comunicadores e
interessados na indústria fonográfica, o Workshop on-line da Rádio
Word se consolida como um espaço de formação, troca e inspiração, unindo
técnica, mercado, cultura e resistência artística.
Mais informações e inscrições estão
disponíveis na página oficial do evento na plataforma Even3:
A histórica despedida de Ozzy Osbourne e Black Sabbath dos palcos no festival “Back to the Beginning”.
Um adeus épico à altura de lendas,
onde o Black Sabbath formado em 1968, é consideradoum dos grandes paisdo metal na história da música contemporânea,
atravessando e influenciando gerações. Um espetáculo marcado apor emoção, peso,
nostalgia e uma verdadeira celebração da história do rock e do metal mundial.
O mundo do rock viveu um momento
histórico e inesquecível no último fim de semana: o derradeiro show de Ozzy Osbourne, encerrando oficialmente
sua carreira solo e também colocando um ponto final na trajetória do Black Sabbath, justamente em sua cidade
natal, no lendário estádio do Villa Park, em Birmingham, Inglaterra.
O evento, batizado de Back to the Beginning, fez jus ao nome
ao reunir em um único festival algumas das maiores bandas do planeta e uma
constelação de artistas que representam várias gerações do rock e do metal.
Mais do que uma despedida, o festival foi uma ode à herança musical deixada por
Ozzy —e do Black
Sabbath à sua brilhante e controversa carreira tanto como frontman da
histórica e icônica banda, bem como em sua carreira solo.
Um Line-up Monumental:
No palco principal, desfilaram
gigantes como Metallica, Guns N’ Roses, Slayer, Tool, Pantera, Alice in Chains, Mastodon, Rival Sons, Lamb Of
God, Halestorm, Anthrax, Gojira, entre outros pesos-pesados. Além das
bandas, o festival contou com supergrupos formados exclusivamente para esta
ocasião, com participações especiais que só um evento deste porte poderia
proporcionar.
Entre os nomes que dividiram os
holofotes em homenagem a Ozzy,
destacaram-se: Steven Tyler (Aerosmith),
Billy Corgan (Smashing Pumpkins), Sammy Hagar (Van Halen), Tobias Forge
(Ghost), Whitfield Crane (Ugly Kid Joe) e Yungblud nos vocais, além de uma
seleção de guitarristas lendários como Tom
Morello (Rage Against the Machine), Nuno Bettencourt (Extreme), Ronnie Wood
(Rolling Stones, Faces), Scott Ian e Frank Bello (Anthrax), Vernon Reid (Living
Colour), K.K. Downing (ex-Judas Priest), Adam Jones (Tool) e Andrew Watt
(produtor de Ozzy e outras estrelas do rock atual).
Nos contrabaixos, nomes icônicos como
Rudy Sarzo (ex-Ozzy, Whitesnake, Dio) e
David Ellefson (ex-Megadeth) trouxeram peso e técnica. A cozinha rítmica
também foi brilhantemente representada por Mike
Bordin (Faith No More, ex-Ozzy), Danny Carey (Tool), Travis Barker (Blink-182),
Chad Smith (Red Hot Chili Peppers) e II (Sleep Token). Nos teclados, Adam Wakeman — fiel escudeiro de Ozzy nas últimas décadas — completou o
time estelar.
Brasil representado:
O Brasil também marcou presença de
forma notável neste capítulo final da história de Ozzy e Black Sabbath.
Logo na abertura do festival, o baterista Eloy
Casagrande (Slipknot, ex-Sepultura, ex-Gloria, ex-Andre Matos) fez uma participação especial, sendo ovacionado pelo
público. Outro brasileiro, João
Nogueira, também integrou a equipe como músico de apoio, reforçando a
conexão global da música pesada.
Um legado eterno — e solidário:
Mais do que uma celebração, o evento
teve também um caráter beneficente. Todo o lucro arrecadado foi destinado a
três instituições de caridade: Cure
Parkinson’s, Birmingham Children’s Hospital e Acorn Children’s Hospice,
refletindo o lado humano por trás do Madman-
“Príncipe das Trevas”.
O show final de Ozzy foi uma jornada emocional, com clássicos como “Crazy Train”,“Mr. Crowley”, “No More Tears”, “Mama, I’m Coming Home” e, claro, a
frente do Black Sabbath, dandovoz pela última vezà músicas icônicas da história do metal e
também do rock mundialcomo: “Paranoid”,”Iron Man” “N.I.B.” e “War Pigs”
eternizando o momento com a voz emotiva, mas ainda poderosa, de um artista
que atravessou gerações com autenticidade e intensidade.
Back to the Beginning não foi apenas um festival. Foi um rito de passagem. Um adeus digno de
um rei junto ao Black Sabbath, uma
das bandas mais lendárias e inesquecíveis de toda a história do metal e do rock
que redefiniu todo um conceito com seu estilo próprio marcante, queatravés das suas obras nos deixa um valorosoquantodefinitivolegado, que será
perpétuo enquanto a humanidade existir. Um momento único para quem presenciou.
Um ponto final que ecoará como riff eterno na memória do rock.
Por Johann Peer - Vocalista e
Compositor da banda PEER & INUMANOS- Jornalista responsável sob
número:65158/SP,para o blog ROCK
BRASILEIRO UNDERGROUND.
Cantor e compositor da nova geração
de Guarulhos, Emanno Rockbrabo é uma
das maiores revelações da cena rock autoral nacional, onde busca escrever seu nome na história do rock brasileiro, com composições
marcantes e letras que contam a história da sua vida, desde a tenra idade. EMANNO, tem seu trabalho artístico inspirado em
grandes nomes do Rock Nacional, como: Charlie
Brown Jr., Mamonas Assassinas e Raimundos e internacionais como: Freddie Mercury, Ozzy Osbourne e Elvis
Presley.
Apesar da breve carreira artística,
(começou a se apresentar profissionalmente em 2023), Emanno tem sido destaque nas plataformas digitais, mídias e redes sociais conquistando
um séquito de fãs, e de estar se
apresentando nas melhores casas de shows da cena underground paulista, além de ter sido
entrevistado na Rádio Rock 89 FMe
atualmente estar gravando com o renomado produtor RickBonadio.
R.B.U.: Boa noite, aqui é Rock Brasileiro Underground, estamos aqui
direto do Motoclub, Cavaleiros do Asfalto, onde vai ter o show de três
superbandas do Rock Autoral Paulista, 3 Loucos, Listen, finalizando o Peer &Inumanos. E aqui estamos com um grande
convidado especial, que é um grande artista da cena Rocker, direto do bairro de
Pimentas Guarulhos, (de onde também saíram para o mundo os saudosos componentes
do grupo Mamonas Assassinas), e futuramente do Brasil e do mundo, Emanno RockBrabo.
Gravem bem esse nome galera: EmannoRockBrabo!
EMANNO ROCKBRABO: Salve, salve galera! Aqui é o Emanno RockBravo,
diretamente de Guarulhos City para o mundo, hein! Agora eu estou em São Paulo,
primeiro lugar aí de expansão, mas em breve estarei no Brasil e mundo, hein
galera! Tamo junto!
R.B.U.: Nos
conta, como foram os primórdios da sua vida lá atrás,e qual foi sua primeira impressão com a
música?
EMANNO ROCKBRABO: A minha primeira impressão com a música,
acredito, foi quando era criança, né? Porque meu pai tinha uns discos lá em
casa, lá, daqueles discos de Rio, bem antigos, o que me influenciou bem, me
fez, como posso dizer, ser educado musicalmente, né?
Através do meu coroa, através de meu pai, tinha um disco do
Queen também, meu tio também, tinha um cd do Charlie Brown Jr., que colocava
pra escutar quando era criança, então meio que a música sempre estava comigo, e
não só o rock, tipo, forró, sertanejo, música evangélica também, tanto que eu
comecei a tocar na igreja, né, quando eu comecei a tocar, então, a música ela
sempre esteve no meu DNA, desde que eu era criança.
R.B.U.: Então, partindo dessa premissa, vamos dizer que as suas primeiras
influências musicais, principalmente no rock, que é o que você faz também,
atualmente, foram o Queen e o Charlie Brown, correto?
EMANNO ROCKBRABO: E eu sempre aprendo um pouco com cada músico.
Eu não sou preso a um só estilo. As minhas músicas, se você perceber, cada uma
tem uma vibe e é tipo um quebra-cabeça. Quando vou fazer o meu show, uma música
se complementa com outra, vai juntar as peças. Eu ainda não estou com
quebra-cabeça completo.
Estou ainda escolhendo o repertório, escolhendo as letras que
eu vou colocar no meu show, no show definitivo, né? Da minha próxima turnê,
Amor e Rock'n'Roll. Mas quem já assistiu o meu show vê que uma música, ela
conta uma história, onde Emanno RockBrabo veio de Guarulhos, conheceu uma
garota, se apaixonou por essa garota. Essa garota foi morar em Ribeirão, depois
não acabou dando certo, mas tem outros peixes no mar. Essa daí, que é a
história do meu show, sabe? Amor e Rock'n'Roll, estamos juntos, porque o nosso amor é
Rock'n'Roll.
R.B.U.: Como foi que você obteve o seu primeiro incentivo, na sua
adolescência, qual foi sua primeira experiência com o público como artista,
para chegar ao patamar que você está hoje, sabendo que você já é uma realidade:
EMANNO ROCKBRABO: Como artista, sim foi algo que descobri
recentemente há dois anos atrás não era algo da adolescência. Quando era
adolescente eu só estudava. Fazia nível médio pela manhã, fazia curso técnico a
tarde e outro curso técnico a
noite. Minha vida era só estudar mas já tocava um pouco de violão. Mas minha vida
como artista começou há dois anos atrás foi bem recentemente.
R.B.U.: Como foi essa descoberta no
que tange a carreira artística para você, Emanno?
EMANNO ROCKBRABO: Então, eu namorava uma menina uma garota a
gente acabou terminando. A minha vida quando a estava namorando era pra ela. Aí
quando terminou aquele romance eu falei, pô meu, o que vou fazer agora?
Então, recordei que sempre escrevi
poemas na escola e pensei: Porque não transformo meus poemas em música? Aí até
na música Amor e Rock And Roll tem um verso
em que canto assim: Revisitando os meus poemas, do nosso amor eu lembro.
Porque foi através dos meus poemas que comecei a escrever minhas músicas há
dois anos atrás. O despertar pra surgir o Emanno RockBrabo, foi que o Emanoel morreu após o termino
daquele relacionamento, e nasceu uma nova pessoa: Emanno RockBrabo o novo
astro do Rock And Roll!!
R.B.U.: Emanno, conte-nos como foi o seu primeiro show, conte-nos sobre
como foi a sua primeira experiência da sua estreia nos palcos.
EMANNO ROCKBRABO: Meu primeiro show foi na Ton Ton Jazz onde
cantei para apenas três pessoas me assistindo. Mas, foi muito especial para mim
porque foi um lugar onde comecei a perder a vergonha do público. Para mim foi
até bom eu ter me apresentado apenas para essas três pessoas, que inclusive me
acompanham e me apoiam até hoje, talvez se eu tivesse me apresentado para um
grande público logo de primeira, eu poderia ter me “queimado” com um grande público. Eu fui crescendo aos poucos,
onde o primeiro show tinha três pessoas,
a segunda apresentação tinha vinte pessoas, na sequência cantei para cem
pessoas, depois cantei para duzentas pessoas e mais recentemente acabei me
apresentando para mais de 400 pessoas que inclusive o Peer foi. (N.R.Festival
Canta Juventude de Guarulhos realizado dia 07/06/2025 no Teatro Adamastor em
Guarulhos).
R.B.U.: Emanno RockBrabo, essas três pessoas que te acompanham até hoje
são multiplicadoras do seu seu caminho, visando atingir o caminho do sucesso e seu reconhecimento como artista e
também te auxiliando seu processo de amadurecimento e aprendizado, correto?
EMANNO ROCKBRABO: Sim, com certeza ajudou muito no meu processo
de crescimento, aprendizado e amadurecimento, não só como artista, mas como
pessoa também.
R.B.U.: Soube que você despontou também através da entrevista, que
inclusive eu tive o prazer de ver e que
você foi entrevistado pela Kaká
Schwartzmann jornalista e apresentadora
muito talentosa e competente, uma profissional do jornalismo musical e cultural
muito gabaritada, que é uma grande porta vozes
na disseminação do novo rock autoral nacional, através do projeto de
descobrir, entrevistar, e lançar artistas e bandas de rock em todos os seus
gêneros e vertentes por todo o Brasil, inclusive, de adentrar o Guiness Book
com o recorde de entrevistar 1000 artistas e bandas. Conte-nos Emanno como foi
que você conheceu a Kaká, como foi a entrevista e qual música você cantou, por
favor?
EMANNO ROCKBRABO: Cantei várias, inclusive ROCK AND ROLL NO
APARTAMENTO.
R.B.U.: Sim, ROCK AND ROLL NO APARTAMENTO, que foi a que gostei e me
identifiquei e através dela tive oportunidade de conhecer melhor o seu
trabalho. Mas me fala em relação a Kaká por favor.
EMANNO ROCK BRABO: Então, como conheci a Kaká foi em uma ocasião
aonde teve uma palestra que assisti promovida pela Associação Cultural
Guarulhos do rock, infelizmente que hoje se encontra meio parada eles não estão
fazendo muitos projetos. Nessa data eles levaram a palestra, eles levaram “Os Caminhos do ROCK” para lá. Projeto
interessante, não tinha apenas a Kaká,
mas tinha o Pompeu da Korzus, o Régis Tadeu, o Daniel Gerber, eles dão
palestras sobre o business do rock, aí conheci essa galera que são os gigantes
do ROCK, e eles abriram a minha mente, no sentido de me preparar, de
profissionalizar o meu trabalho artístico. Eu estava bem no início bem
no início mesmo tinha feito apenas três shows, mas ali naquele momento apareceu
na hora certa.
R.B.U.: Foi uma espécie de start para sua carreira?
EMANNO ROCKBRABO: Sim, eu já tinha startado mas me ajudou
profissionalmente. Ai marquei essa entrevista com a Kaká, ela falou que estava
querendo entrevistar artistas e Bandas…então fui ao hotel que ela mora ou
morava em São Paulo fiz a entrevista e mostrei minhas músicas para ela e nessa
entrevista a própria Kaká falou que tinha gostado muito de ROCK AND ROLL NO
APARTAMENTO.
Então a história do Rock'n'roll no apartamento é a seguinte: Eu
fui levar uma ex-namorada minha lá no meu apartamento,tinha uma vizinha lá que o nome dela era
Clarita. Aí ela ficou interfonando direto lá no meu apartamento eficava falando que estávamosfazendo barulho, não sei o que… Aí beleza,
passou um tempo… Aí uma vez eu estava almoçando. Aí veio bem umainspiração, que eu lembrei dessa
história,da vizinha que estava
interfonando no meu apartamento lá pra reclamar lá da gente, um dia que eu
levei essa minha ex-namorada para o meu apartamento. Aí só tinha um guardanapo
na minha frente. Aí eu pensei e falei, vou pegar esse guardanapo e escrever a
letra dessa música, eu escrevi e surgiu o refrão: “Eu fui fazer um Rock'n'roll
lá no apartamento,A vizinha reclamou,
truta que momento,A cama balançando e a
vizinha reclamar. Desculpa dona Clara, o Rock não pode parar!”
R.B.U.: Apósessa entrevista que
você fez com a Kaká Schwartzmann do Crash TV e Tour ROCK Brasil, me conta o que
mais aconteceu, como foi a evolução da sua carreira como artista?
EMANNO ROCKBRABO: Aí, eu fui fazer um show de estreia lá no
House of Legends, inclusive aqui nesse dia você foi, no House of Legends,
e você me conheceu lá na Vila Madalena.
E o Cesar? Não, o Cesar a gente se conheceu depois em Guarulhos. Ah, ele foi igual? É, bem legal. Aí,
você me conheceu lá no House of Legends, aí, tipo assim, eu fui fazer o
lançamento dessa música, né? Aí eu falei, meu, eu quero fazer um lançamento de
impacto. Aí eu fiz uns contatos , aí eu falei assim, eu quero alguém da minha
banda favorita, que é o Charlie Brown Jr. Aí eu chamei o Pinguim, que era o
batera, segundo batera do Charlie Brown. Ele topou fazer o show, a gente fez o
show lá no Legends, deu muito bom.
O pós evento no House Of Legends, tanto a nível de repercussão
como de obtenção de material ficou muito bom, consegui um material incrível,
fotos. Fez um barulho na internet legal, tal. E o próximo passo seria fazer,
superar esse show. Eu pensei, como que eu vou superar esse show? Eu cheguei no
Kike, né, da Crazyland, que também tinha tocado nesse show aí, do House of
Legends. E falei pra ele, eu quero superar esse show. Aí a gente escolheu um
lugar, o La Iglesias.A gente falou
assim, vamos fazerno La Iglesias, que é
uma casa top e tal. E a gente vai conseguir fazer lá. Então, nós fizemos um
show lá, deu bom tambémvocê foi. O
Clemente (Inocentes e Plebe Rude) também participou do show que foi fantástico.
E o resto é a continuação da história. Eshow a show a gente está crescendo.
R.B.U.: Como você teve referências no Rock nacional feito nos anos 80 e
90 o que você vê de diferença entre o Rock feito naquele período e o Rock feito
atualmente? E o que é necessário para ROCK feito hoje voltar ao status de
protagonismo exercido entre os anos 80 e 90?
EMANNO ROCKBRABO: O ROCK de hoje eu vejo como nos anos 60 e 70
onde os grandes artistas e bandas tinham que fazer a sua própria história
delesdesde o seu início de carreira,
tinham que garimpar, aí chegou no auge. Onde surge uma banda phodástica, onde o
ROCK volta a ser protagonista da cena e fica nesse ciclo indo e voltando. A
última banda que fez história no Brasil que è faladono Rock nacional foi o Charlie Brown Jr, onde
vai fazer 15 anos que o Chorão morreu está próximo dessa data. E, acredito que
está na hora de surgir algo novo, um artista, uma banda nova, talvez seja
eu…talvez seja mais alguém…está na periodicidade do ROCK…o ROCK não morreu…ele
nunca acaba …o ROCK sempre reaparece, parece que sumiu da mídia mas ele sempre
volta…Acredito que eu possa ser o protagonista da minha geração no quesito de
ROCK porque essa galera que está me escutando no SPOTIFY está na faixa etária
entre 18 e 30 anos e até quem é fã de outros estilos como: Rap,Funk,Forró
escutaminha música e dizem gostar do
meu som e, do outro lado por incrível que pareça infelizmente dentro do próprio
Rock, uma galera extremista de um som mais pesado mais sujo dogênero do Death metal, (não todos mas
alguns), arranjaram treta comigo meio que me atacando de graça no Instagram. Mas,
fora isso em geral estou sendo bem aceito pela maioria das galera e do público,
por exemplo quem vai pagar os ingressos dos meus shows, estou sendo bem visto e
bem aceito nessa galera mais secular. Minha filosofia é conseguir ao menos um
novofã por dia , um seguidor por dia. Se
eu conseguir um fã por dia ou até mais vou aumentar bastante meu nível de base
de fãs onde uma hora eu terei muitos e muitos fãs.
R.B.U.: Emanno, como você vê a questão da Inteligência Artificial em
relação a tomar o espaço da criatividade e da inspiração do artista, do compositor
, haja vista 30% das músicas hoje nas plataformas de streaming são feitas pela
I.A.Te preocupa essa situação?
EMANNO ROCKBRABO: Não me preocupa de forma alguma pois a I.A.
não cria nada do zero. Me preocuparia que ela aprende com outro artista, ela
emula o jeito que o artista, escreve e faz. Mas, a I.A. não irá substituir a
criatividade e a inspiração do artista. Porque a I.A. ela está programada para
fazer algo que já existe, que alguém já fez. Mas, o ser humano não, porque ele
já vem dotado da sua mente criativa. E, a partir do momento que a I.A.
conseguir criar algo do zero, aí já não será mais uma inteligência artificial,
uma máquina, ela se tornou um ser vivo aí seria um ser vivo mesmo tendo um
corpo de metal. A inteligência artificial o nome já diz é artificial, mas a
partir do momento que esses robôs conseguiremcriar algo do zero pensar como um ser humano já não é mais inteligência
artificial, já se tornou um ser vivo na minha humilde opinião.
R.B.U.: Mas, para você Emanno não deveria ter uma proteção para os
artistas e, principalmente compositores de obter uma proteção maior para tua
obra no que tange a questão de direitos autorais quando do uso das mesmas nas
plataformas de formas de streaming principalmente com o advento e uso da inteligência
artificial no caso de emular ou recriar em cima destas mesmas obras?
EMANNO ROCKBRABO: Censurar a I.A. eu sou contra. Por exemplo se
ela utilizou de base da composição de fulano, beltrano, siclano para fazer uma
música o autor deveria receber uma porcentagem em dinheiro daqueles streaming
que estão rodando. Eu não acho que deveremos ser contra a inteligência artificial
porque no futuro por exemplo quando a terra ficar sem recursos, o que pode
ajudar a gente seria no caso robôs máquinas irem buscar recursos em outros
planetas para o ser humano. É o início de uma era que no futuro, bem
tecnológica. Por exemplo, se a inteligência artificial utilizou de base o Peer
para criar uma música, e essa música fez sucesso o Peer deveria receber os
devidos direitos autorais, um percentual como compositor também. Acredito que
seja assim e deveria ser assim mas eu não sou contra o uso da inteligência artificial.
R.B.U.: Como você concebe o rock feito lá fora em contraponto com o rock feito aqui no Brasil, se você acredita haver muita disparidade, e o que precisa
ser melhorado aqui dentro principalmente na cena underground e independente?
EMANNO ROCKBRABO: Se for nos Estados Unidos por exemplo, um artista
como no nível como eu aqui no Brasil, ele já estaria com agenda de shows
completa se apresentando todos os dias como Seattle, vários lugares dos EUA. Por
exemplo pois lá existe um circuito underground e independente solidificado e
profissionalizado. Aqui, com a Associação Consciência Cultural, através do
Fabrício Ravelli, que já vivenciou e se apresentou como músico em diversas
bandas de renome nos Estados Unidos, já veio de lá com essa mudança de
mentalidade para implementar e nos trazer para a cena underground e
independente uma nova perspectivacapacitando e profissionalizando artistas e bandas da nossa cultura rock que não tem espaço na mídia, com agenda cheia, tocando em muitos palcos
viajandopor vários lugares, vivendo
única e exclusivamente da sua arte, da sua música. Essa é a grande diferença
que vejo entre os EUA e o Brasil no que tange ao movimento e a cena da música
underground e independente onde lá existe consolidação e profissionalismo
enquanto aqui infelizmente a atividade da música ainda é vista por grande parte
da sociedade como hobby, onde existe aquela pergunta clássica: “Além da música,
no que você trabalha?” ,pior ainda, é quando o artista ou banda não está
naquele patamar de estar na grande mídia, na TV global, por exemplo, ou não
recebe aporte de grandes mecenas e é tido e visto como vagabundo, pela maioria
das pessoas, e do contingente da sociedade, infelizmente.
R.B.U.: Que você diria para a atual juventude e para as gerações
vindouras, que sonham em mergulhar no universo da música e da arte, Emanno?
EMANNO ROCKBRABO: Siga seus sonhos, lute pelos seus sonhos, não
liga para o que os outros vão falar,o
que as pessoas vão achar de você seguir no mundo da música, da arte no começo é
difícil em qualquer lugar, mas siga o seu sonho, simplesmente faça a sua música
e já é.
R.B.U.: Emanno,para finalizar
deixe uma mensagem para o blog do ROCK BRASILEIRO UNDERGROUND, que agradece a
sua receptividade e atenção, a oportunidade a nós concedida (onde você é o
primeiro entrevistado), para a sua base de seguidores e fãs, milhares de fãs.
EMANNO ROCKBRABO: Ah sim, gostaria de agradecer muito a vocês
da R.B.U. por essa matéria e, também ao meu público que são incríveis. É
incrível o que essa galera faz apoiando, comprando camiseta, escutando o nosso
trabalho no SPOTIFY , onde por exemplo,“ROCK NO APARTAMENTO” chegou a 15 mil streaming é algo do outro mundo,
outro mundonão tenho palavras para
agradecer, é simplesmente surreal essa galera é apenas o começo do nosso
trabalho mas eu sei que vai dar certo aliás já deu certo.
R.B.U.: Obrigado grande Emanno e, bora de ROCK aND ROLL!!
EMANNO ROCKBRABO: Bora de ROCK NO DISCO. Yeahhhhhhhhh!!!!
O projeto ROCK BRASILEIRO UNDERGROUND é idealizado e dirigido por Cesar Augusto, líder e baixista da banda PEER & INUMANOS.
Matéria realizada no dia 14/06/2025 durante o evento BREAK TO SILENCE
realizado pelo ROCK BRASILEIRO UNDERGROUND no espaço do Moto Clube Cavalheiros
do Asfalto no Knight's Pub com a apresentação das bandas: 3Loucos,Listen e Peer
& Inumanos com a participação especial de Emanno ROCK Brabo nosso primeiro
entrevistado por parte do vocalista, compositor e fundador da banda PEER &
INUMANOS, Johann Peer, jornalista responsável sob o número: 65158/SP.