18 de fevereiro de 2026

Entrevista com D.O.S.




A lendária banda de Trashcore paulista D.O.S. – Deformação da Sociedade e Bandas Metallstein e JC Pactus se apresentam no icônico WOODSTOCK ROCK STORE

Dia 21/02 A partir das 15:00

WOODSTOCK ROCK STORE

Endereço: Rua Dr. Falcão Filho 155, São Paulo, SP - CEP: 01007-010

Telefone: (11) 3101-7297

 

D.O.S. – Deformação da Sociedade: quando o crossover vira denúncia e resistência

Do caos urbano ao grito coletivo: mais de três décadas transformando indignação em música extrema.

Nascida entre becos violentos, silêncios cúmplices e estruturas sociais em colapso, a D.O.S. (Deformação da Sociedade) não é apenas uma banda — é um manifesto sonoro. Forjada no final dos anos 80 e início dos 90, a trajetória do grupo atravessa décadas de mudanças políticas, culturais e musicais sem jamais abandonar sua essência: confrontar a opressão, denunciar injustiças e amplificar vozes silenciadas através de um crossover brutal e consciente.

Em 2025, a D.O.S. retorna com formação renovada e a mesma fúria que a fez nascer. Ame ou odeie: eles não vão se calar.

A gênese da D.O.S. está diretamente ligada a uma experiência traumática vivida por seu fundador, Edson Khaos. Após deixar sua antiga banda — onde atuava como baixista — Edson testemunhou uma agressão brutal contra uma mulher nas ruas. Pouco depois, ao assistir ao filme O Justiceiro, encontrou na música o canal para transformar revolta em ação. Ali surgia a essência da D.O.S.: uma banda criada para denunciar as mazelas sociais e enfrentar um sistema corrompido.

A formação original contou com Mauro (vocal), Edson Khaos (baixo), Claudomiro e André (guitarras) e Val (bateria). Com o tempo, Khaos assume os vocais, André migra para o baixo, e a sonoridade passa a incorporar influências do crossover hardcore finlandês, somadas à agressividade do thrash americano e alemão.

Os anos 90 foram marcados por pausas e reformulações. Em 1999, sob nova liderança com Rodrigo Artourios e Juliana, a banda retorna mergulhando em um hardcore mais cru e direto, consolidando presença no underground paulista, com apresentações no Hangar 110 e destaque na revista Metal HeaD.

Em 2011, Edson Khaos reassume o comando, motivado pela constatação de que as injustiças que o impulsionaram nos anos 80 permaneciam intactas. Com Diego (guitarra), Danielson (baixo) e Wander (bateria), lançam em 2012 o álbum Deformação da Sociedade e, em 2013, o EP Prenúncio do Caos. Em 2014, dividem palco com a lendária Salário Mínimo.

A banda passa por diversas formações, incluindo músicos como Dogma (ex-Soldado Nuclear), Thiago (ex-Extreme Hate) e o retorno de Val à bateria. O trio Edson, Claudomiro e Val mantém vivo o som combativo por um período importante.

Em 2017, durante o show “Calvário”, Daniel ingressa na banda, trazendo sua noiva Vania para o baixo. A D.O.S. participa de eventos como Crash Church, Independência Fest Rock e Festival Fim do Mundo, além de integrar a coletânea Cristo Suburbano Vol. 5. Nesse ciclo, lançam o EP Feminicídio, reforçando o engajamento com pautas urgentes.

Após novo hiato, o grupo ressurge em 2022 com o EP Acertos de Conta, ao lado de Walter (guitarra), Wagner (baixo) e Léo (bateria), todos ex-Porão 9. Em 2023, seguem ativos com Daniel, Josias e Deio, participando de eventos como Refúgio Moriah e Refúgio do Rock. Dessa fase nasce o projeto paralelo Couraça da Justiça.

Agora, em 2025, a D.O.S. retorna mais afiada do que nunca:

Edson Khaos (vocal), Diego (guitarra), Daniel (baixo) e Samuel Silas (bateria) formam a nova linha de frente.

Análise / Crítica técnica

Musicalmente, a D.O.S. constrói seu discurso através de riffs cortantes, bateria seca e vocais rasgados que dialogam com o hardcore, thrash e punk crossover. Não há espaço para ornamentos: o som é direto, agressivo e politizado.

A faixa “Happy Die” tornou-se um verdadeiro hino da banda, figurando em coletâneas como Cooperativa Punk e Cristo Suburbano, extrapolando seus próprios lançamentos.

As letras abordam temas como: 

• Violência contra a mulher

• Opressão sistêmica

• Colapso ético das estruturas de poder

 

A discografia distribuída pelo selo Rádio Word — presente em mais de 100 plataformas digitais — inclui:

Feminicídio (EP)

Feminicídio II (EP)

Prenúncio do Caos (EP)

Denunciando as Mazelas da Sociedade (CD)


Cada lançamento reafirma o compromisso da banda com uma arte que incomoda, provoca e exige posicionamento. 

Entrevistas / Contexto

Para Edson Khaos, a D.O.S. sempre foi mais do que música:

“As injustiças continuam as mesmas. O que mudou foi a forma como tentam silenciar quem denuncia. A banda existe porque o sistema ainda falha com os mais vulneráveis.”

Em tempos de censura velada, conformismo artístico e bandas neutralizadas pelo mercado, a D.O.S. se mantém como uma trincheira cultural.

Eles não fazem trilha sonora para distração. Fazem para despertar.

A D.O.S. não busca consenso. Busca confronto.

Com mais de três décadas de história, múltiplas formações e uma obra profundamente engajada, o grupo segue como uma das vozes mais coerentes do underground brasileiro. Seu crossover não é apenas estilístico — é político, social e humano.

Em 2025, enquanto muitos se calam, a D.O.S. grita.

 

Ame ou odeie.

O D.O.S. é o terror do Papa Leão XIV.

E eles não vão parar.

 


14 de fevereiro de 2026

Entrevista com Distraught

 


Distraught: mais de três décadas transformando thrash metal em denúncia social

Da cena underground de Porto Alegre aos palcos internacionais, banda gaúcha consolida trajetória marcada por atitude, crítica e resistência sonora

 

Formada no início dos anos 1990, em Porto Alegre (RS), a Distraught construiu uma carreira sólida dentro do thrash metal brasileiro ao longo de mais de três décadas. Nascida em meio ao efervescente circuito underground, a banda transformou influências clássicas do gênero em uma identidade própria, marcada por letras politizadas, energia de palco e reconhecimento internacional. Entre discos, turnês e momentos históricos — como dividir o palco com o Megadeth —, o grupo segue ativo, usando a música como ferramenta de protesto em um mundo atravessado por crises sociais, ambientais e humanas.

 

Raízes no underground e paixão pelo som pesado

 

A Distraught surgiu em 1990, quando a cena do metal extremo ainda se articulava por meio de fanzines xerocados, demos enviadas pelo correio e divulgação artesanal de shows. Segundo o guitarrista André, o início foi despretensioso: jovens músicos movidos pela paixão pelo som pesado e pelo desejo de se divertir.

 

As primeiras referências vieram de bandas como Suicidal Tendencies e S.O.D., mas logo o thrash metal se tornou a linguagem definitiva do grupo. Slayer, Exodus, Kreator, Metallica e Sepultura ajudaram a moldar o caminho inicial, sem apagar a busca por uma identidade própria. Com o tempo, a banda passou a desenvolver sua própria “fórmula” de composição, consolidando um som agressivo, técnico e autoral.

 

Discos, estrada e afirmação artística

O primeiro álbum cheio, Nervous System (1998), marcou o ingresso definitivo da Distraught no circuito nacional de shows. Lançado de forma totalmente independente, com tiragem de 1.500 cópias, o disco foi amplamente enviado pelo correio para rádios e veículos internacionais, ampliando o alcance da banda além do Brasil.

 

Antes disso, a participação em um split CD com Scars e Zero Vision, pelo selo Encore Records, e a presença em coletâneas da revista Planet Metal ajudaram a fortalecer o nome do grupo no underground. Já o registro ao vivo Live Black Jack, gravado de maneira quase acidental, evidenciou a força da banda nos palcos — característica frequentemente elogiada pela crítica especializada.

 

A virada de chave veio com   Behind the Veil, álbum que levou a Distraught a uma turnê de um mês pelo Brasil em 2005. Para André, foi nesse momento que a banda encontrou definitivamente sua identidade sonora. O reconhecimento veio também da imprensa: a revista Roadie Crew apontou o grupo como uma das grandes revelações do thrash metal brasileiro da década.

 

Metal como protesto e consciência social

 

Mais do que velocidade e peso, a Distraught sempre tratou o thrash como instrumento de crítica. Desde o início, as letras abordam temas como corrupção, violência urbana, alienação social e sofrimento psíquico. Para o vocalista Ricardo, essas narrativas nascem da vida real e refletem um sistema que normaliza desigualdade e repressão.

 

Essa postura fica evidente em Locked Forever, álbum que dialoga diretamente com a história dos manicômios brasileiros e com o livro Holocausto Brasileiro, de Daniela Arbex. O trabalho denuncia décadas de exclusão e desumanização na psiquiatria nacional, conectando música extrema a memória social.

 

A expansão internacional também ampliou a percepção da banda sobre sua própria obra. Com o lançamento de Unnatural Display of Art no Japão, pelo selo Spiritual Beast, e turnês pela Argentina, a Distraught passou a dialogar com públicos de diferentes culturas. Segundo Ricardo, ver pessoas de outros países reagindo às mesmas músicas reforçou a universalidade das emoções transmitidas pelo som.

 

Momentos emblemáticos, como dividir o palco com o Megadeth em Porto Alegre, durante a turnê de 20 anos de Rust in Peace, marcaram a trajetória do grupo. O elogio de Dave Mustaine nos bastidores funcionou como validação artística e fortaleceu a autoconfiança da banda.

 

Visualmente, a identidade da Distraught também se consolidou com capas assinadas por Marcelo Vasco, construídas a partir dos conceitos líricos de cada álbum. Paralelamente, o grupo se permite revisitar clássicos, como Helter Skelter (Beatles) e músicas do Motörhead, reinterpretando essas obras sob o espírito rebelde do metal.

 

Nos trabalhos mais recentes, temas como depressão e saúde mental ganham destaque, como em Crucified Life, refletindo o impacto das pressões contemporâneas e da hiperestimulação provocada pelas redes sociais.

 

O EP conceitual inVolution aprofunda essa abordagem ao relacionar cada faixa simbolicamente aos cinco elementos da natureza, inspirado por tragédias ambientais como as enchentes no Rio Grande do Sul e as queimadas no Pantanal. A obra propõe uma leitura crítica da regressão humana diante do colapso ambiental.

 

A bandeira do  Thrash metal como resistência permanente

 

Após mais de 30 anos de estrada, a Distraught segue criativamente inquieta e politicamente ativa. Para André, a motivação continua sendo apontar o que está errado e provocar reflexão. Ricardo resume o espírito da banda: fazer thrash metal é, acima de tudo, protesto.

 

Em um cenário de crise moral, ambiental e social, o grupo reafirma seu compromisso com o peso, a pressão e a denúncia — transformando riffs acelerados em consciência crítica.

 

A discografia da Distraught está disponível nas principais plataformas digitais, e novidades sobre lançamentos e shows podem ser acompanhadas pelas redes oficiais da banda.

 

Matéria exclusiva com André (Guitarra) e Ricardo (Vocalista),  da lendária  banda de Trash Distraught para Johann Peer, jornalista responsável sob n°65.158 MTB/SP com a colaboração de Johnny Z. Johann também é vocalista e compositor da banda PEER & INUMANOS.


28 de janeiro de 2026

Entrevista Drenna Rock Para o blog ROCK BRASILEIRO UNDERGROUND




1) Vocês se lembram quando e como foi o primeiro contato com a música de cada um, especialmente com o velho e bom Rock and Roll? 

A música chegou antes de virar escolha, ela simplesmente estava lá. Minha mãe sempre ouvia Michael Jackson e foi assim que nasceu meu interesse pela guitarra. Um dia eu vi um vídeo em que o Slash fazia uma participação especial no show do Michael Jackson e me apaixonei pela forma que ele tocava guitarra, naquele momento percebi que era isso que eu queria pra minha vida.


2) Na  iniciação com as artes, principalmente a música, vocês  contaram com apoio da família e amigos?

Cada integrante da banda tem uma história diferente em relação a isso. No meu caso, sempre tive apoio e incentivo. Sabemos que seguir uma carreira artística no Brasil exige muita insistência e, para todos nós da banda, o apoio da família foi se fortalecendo com o tempo. Ele se tornou mais sólido quando a música deixou de ser apenas um “sonho” e passou a ser trabalho, estrada e responsabilidade.


3) Como surgiu a banda Drenna Rock? E quais as  principais influências e referências musicais de cada um de vocês e que conjuminaram  dentro da proposta e formação da banda?

A Drenna nasceu da necessidade de dizer algo próprio. De transformar vivência em som. As influências passam pelo Rock nacional e internacional, grunge, alternativo, punk, música urbana. Cada integrante carrega uma bagagem diferente, e é justamente esse encontro de referências que molda o som da banda: Rock com identidade brasileira, contemporâneo e autoral.


4) Quando, onde, e como  foi  a  primeira apresentação da banda Drenna e como foi a receptividade junto ao público com esta única formação?

A primeira apresentação aconteceu de forma crua, sem grandes produções. Foi em um evento de bandas underground no subúrbio do Rio de Janeiro. Eu tinha algumas músicas guardadas na gaveta e, naquele momento, ainda não existia uma banda autoral formada. Quando soube do festival, resolvi me inscrever mesmo sem banda. Juntei alguns amigos, mostrei as músicas e fizemos um ensaio.

Foi ali que percebemos que a banda funcionava ao vivo. A receptividade foi intensa, o público se conectou rapidamente com a proposta e com as letras e por conta disso resolvemos continuar.





5) A banda Drenna ROCK tem feito um grande número de apresentações pelo Brasil em grandes eventos e festivais como o ROCK IN RIO.Qual foi a sensação de terem se apresentado para um grande público e um evento deste porte? E qual expectativa para este ano, já que tem ROCK IN RIO novamente?

Tocar em um festival como o Rock in Rio é uma experiência surreal. Ao mesmo tempo em que você sente o peso da história e a grandiosidade do evento, também vem uma responsabilidade enorme de estar à altura daquele palco. É a confirmação de muitos anos de trabalho, insistência e escolhas feitas ao longo do caminho.

Estar em grandes festivais é sempre muito especial porque não é apenas sobre tocar para quem já acompanha a banda e conhece o nosso som, mas também sobre alcançar um público completamente novo, que muitas vezes tem ali o primeiro contato com a nossa música, ao vivo. É uma oportunidade única de conexão, de ampliar horizontes e de mostrar quem somos em poucos minutos, mas com muita intensidade.

Para este ano, a expectativa é seguir crescendo, ocupando espaços cada vez maiores e levando o nosso Rock autoral para ainda mais pessoas. Se o Rock in Rio voltar a acontecer na nossa trajetória, queremos subir naquele palco ainda mais preparados, com mais estrada, mais identidade e a mesma entrega de sempre.


6) A banda já lançou quais e quantos álbuns? Qual foi o lançamento mais recente e há previsão de um novo trabalho em breve?

Temos dois álbuns e alguns singles lançados. O primeiro foi Desconectar e o segundo, Cisne Negro, que é também o nosso trabalho mais recente em formato de álbum e representa uma fase importante de amadurecimento artístico da banda, tanto musicalmente quanto conceitualmente.

Depois desse lançamento, seguimos apresentando novos caminhos com os singles “Aliens” e “Só o Tempo Irá Dizer”, ambos acompanhados de videoclipes, reforçando a nossa preocupação em unir música e linguagem visual.

No momento, estamos trabalhando em dois novos singles e também na produção de um novo álbum, com lançamento previsto ainda para este ano. A ideia é aprofundar ainda mais a nossa identidade e explorar novas sonoridades, sem perder a essência do Rock que nos trouxe até aqui.


7) A Drenna Rock tem planos de fazer parcerias com Artistas e Bandas do cenário independente?Se sim,  ou não e porque?

Sim, temos planos e acreditamos muito em parcerias. Já vivenciamos isso no álbum Cisne Negro, na música “A Busca”, em parceria com Kauan Calazans. Essas trocas são importantes não só artisticamente, mas também para ampliar diálogos e conexões.

Novas parcerias já estão a caminho. A cena independente se fortalece na troca, e o Rock cresce quando caminha junto, somando vozes, ideias e experiências.


8) Como vocês enxergam o Rock brasileiro das décadas de 80, 90 e início dos anos 2000, em comparação com o cenário atual, em que outros gêneros ganharam protagonismo? O que falta para o Rock voltar a ocupar o espaço e o protagonismo  de antes? 

O Rock das décadas de 80, 90 e início dos anos 2000 contou com muito mais espaço na mídia e nas grandes plataformas de divulgação. Hoje, o cenário é diferente: outros gêneros ganharam protagonismo, mas o Rock não desapareceu. Ele segue vivo, talvez ainda mais diverso, plural e livre, justamente por estar fora do mainstream.

Para voltar a ocupar um lugar de maior destaque, o Rock não precisa repetir fórmulas do passado. Precisa dialogar com o presente, refletir as questões do seu tempo, ocupar novos espaços e se comunicar com novas gerações, sem perder a sua essência.

É exatamente isso que buscamos fazer com a Drenna: construir pontes entre tradição e contemporaneidade, ocupar esses espaços e manter o rock em constante movimento.





9) O Rock nasceu de raízes negras e femininas com Sister Rosetta Tharpe, mas historicamente sempre foi associado ao masculino e ao “universo branco”. Na opinião de cada um, houve avanços nessa questão? Como quebrar paradigmas ainda existentes? E qual o papel das mulheres e das comunidades LGBTQIA+ no Rock atual?

Houve avanços, mas ainda há muito a caminhar. O Rock nasceu negro, feminino e rebelde. Resgatar essa origem é quebrar paradigmas. Mulheres e pessoas LGBTQIA+ têm papel fundamental no Rock atual: trazendo novas narrativas, novos corpos e novas estéticas. O palco precisa refletir o mundo atual e real.


10) Em termos de cena independente e autoral, quais são as principais diferenças e desafios do Brasil em relação à Europa e aos Estados Unidos? O que ainda precisa melhorar para fortalecer o mercado nacional? 

No Brasil, o desafio é estrutural: menos investimento, menos políticas culturais contínuas e menos espaço na mídia. Em compensação, a criatividade é absurda. Para fortalecer o mercado nacional, precisamos de mais circulação, apoio à cena local e valorização do artista autoral.

Nossa cena é muito rica.


11) Para quem ainda não conhecem o trabalho da banda, definam a Drenna Rock:

A Drenna é rock brasileiro autoral, visceral, urbano e contemporâneo. As letras nascem da nossa vivência, do que pensamos, observamos e sentimos no dia a dia. Falamos sobre inquietações, conflitos internos, relações humanas e o mundo ao nosso redor, sempre de forma direta e honesta. No palco, isso se transforma em entrega, intensidade e conexão.


12) Para finalizar: qual mensagem vocês gostariam de deixar para seus fãs, seguidores e leitores do Rock Brasileiro Underground?

Para quem vive o rock: continuem. Criem, ocupem espaços, formem redes, não esperem permissão. O rock sempre foi resistência, e enquanto houver gente sentindo, pensando e questionando, ele vai continuar vivo.


Por Johann Peer Jornalista responsável, sob o n°65.158 MTB/SP e  também, vocalista e compositor da banda PEER & INUMANOS.

6 de janeiro de 2026

Workshop on-line da Rádio Word Escola e Produtora

 

Workshop on-line da Rádio Word Escola e Produtora reúne grandes nomes da música e da comunicação para discutir mercado, produção e resistência cultural

 

Johann Peer, jornalista sob o n°65.158/MTB-SP, Vocalista e Compositor da banda PEER & INUMANOS, a serviço do blog Rock Brasileiro Underground.

 

 

No dia 28 de março de 2026, a Rádio Word Escola e Produtora, idealizada pelo Músico e Professor Daniel Gobbo, promove um Workshop on-line que se propõe a ir além da teoria e tocar o cerne da indústria musical contemporânea. Com uma programação extensa e plural, o evento reúne artistas, produtores, educadores e comunicadores que são referências em suas áreas, criando um verdadeiro panorama técnico, cultural e humano do fazer musical no Brasil.

Com transmissão ao vivo pela plataforma Even3, o workshop aposta na interatividade em tempo real, aproximando palestrantes e público por meio de chats e sessões de perguntas e respostas. O objetivo é claro: capacitar profissionais e entusiastas da música, oferecendo insights práticos, relatos de experiência e reflexões estratégicas sobre produção musical, mercado fonográfico, comunicação, educação musical e identidade artística.

Um encontro entre música, mercado e audiovisual.

A abertura do evento contextualiza o público no mercado audiovisual e nas tendências da indústria, preparando o terreno para uma programação que dialoga com os desafios atuais dos artistas independentes.

Das 15h às 16h, Edson Pinto Neves, superintendente da Cinleb TV, apresenta uma visão estratégica sobre a conexão entre música e vídeo, abordando como artistas podem potencializar sua imagem, seus lançamentos e sua presença digital em um cenário cada vez mais multimídia. A palestra destaca o audiovisual como ferramenta essencial para visibilidade, profissionalização e diferenciação no mercado.

 


Resiliência, retorno e liderança artística.

Entre 16h e 17h, o baixista César Augusto conduz a palestra “O Retorno ao Palco: Resiliência, Produção Musical e os Desafios do Mercado da Música Brasileira”, conectando sua trajetória pessoal às transformações do setor. Iniciado na música aos 15 anos, com passagens pelas bandas Rising Edge e Snake Eyes, César compartilha o impacto de um hiato de 23 anos fora dos palcos e o desafio de retomar a carreira em um mercado profundamente transformado.

O músico aborda seu novo ciclo artístico ao assumir o baixo da banda Peer & Inumanos em março de 2024 e, posteriormente, a liderança do grupo em novembro do mesmo ano. A palestra discute produção musical independente, posicionamento em um cenário dominado por gêneros fortes como sertanejo, funk, trap e gospel, além de refletir sobre liderança artística, persistência e paixão. A mensagem central é inspiradora: a música não tem prazo de validade.

 


Do instrumento ao mercado profissional

Das 17h às 18h, o multi-instrumentista De Leon Fernandes apresenta “Música em Foco: De Instrumentista a Profissional do Mercado”. Com mais de 15 anos de carreira, De Leon compartilha estratégias para construção de uma trajetória sólida, destacando a importância do domínio técnico aliado ao conhecimento de mercado, posicionamento profissional e visão de longo prazo para músicos e produtores.

 


Educação musical, jazz e inovação

Na sequência, das 18h às 19h, o educador e músico Adriano Carvalho conduz a palestra “A Educação Musical no Brasil: Desafios, Inovações e o Legado do Jazz no Ensino”. A partir de sua experiência em instituições como FAAM-SP, UNICAMP e FPA-SP, Adriano discute como a educação musical pode dialogar com as demandas contemporâneas sem perder sua ligação com a tradição.

A palestra aborda o uso de novas tecnologias e metodologias pedagógicas, a atuação da empresa Keep on Playing, o impacto do jazz na música brasileira e a influência de Charlie Christian em sua formação. Adriano também destaca o Música Vocacional, projeto de inclusão social na cidade de São Paulo, e reflete sobre o papel do educador como agente de transformação cultural.

 


Underground, identidade e longevidade artística

Das 19h às 20h, o público acompanha China Lee, uma das vozes históricas do metal brasileiro, na palestra “A Jornada do Artista: Da Cena Underground ao Reconhecimento”. Ativo desde os anos 1980, China compartilha sua vivência na indústria musical, técnicas vocais específicas e estratégias de adaptação a um mercado competitivo, sem abrir mão da identidade artística e da paixão pela música.

 


Heavy metal, mercado e grandes palcos

 

Entre 20h e 21h, o vocalista do Korzus, Marcelo Pompeu, apresenta uma das palestras mais aguardadas do evento. Com uma carreira marcada por mais de três décadas, Pompeu aborda criação de identidade visual, figurinos, performance de palco e estratégias de posicionamento no mercado do rock e metal.

A palestra também destaca conquistas como Grammy Latino, Disco de Ouro e Platina e experiências em grandes festivais — Rock in Rio, Monster of Rock, Knotfest, The Town, Summer Breeze Brasil, entre outros. Pompeu reflete sobre autenticidade versus profissionalismo, liderança artística e a importância de manter viva a chama do heavy metal brasileiro.

 


Comunicação, resistência e cena independente

 

Encerrando a programação, das 21h às 22h, Kaká Schwarzmann apresenta “O Rock Vive! – A Força da Comunicação, da Cena Independente e da Resistência Cultural no Brasil”. A palestra discute o rock como movimento cultural e social, enfatizando o papel do jornalismo musical, da mídia alternativa e da comunicação independente na valorização de artistas fora do mainstream.

Kaká compartilha histórias do projeto Tour Rock Brasil, bastidores de estrada, o caminho até o Guinness World Records como símbolo de persistência, além de reflexões sobre mulheres no rock, parcerias entre comunicadores e músicos e estratégias para o futuro da cena independente.

 


Este  workshop é para quem vive e constrói a música.

Voltado a músicos, produtores, compositores, estudantes de música, comunicadores e interessados na indústria fonográfica, o Workshop on-line da Rádio Word se consolida como um espaço de formação, troca e inspiração, unindo técnica, mercado, cultura e resistência artística.

Mais informações e inscrições estão disponíveis na página oficial do evento na plataforma Even3:

 

https://www.even3.com.br/workshop-radio-wordescola-e-produtora-musical-631645/

 

 

7 de julho de 2025

THE FINAL SHOW OZZY OSBOURNE/BLACK SABBATH

A histórica despedida de Ozzy Osbourne e Black Sabbath dos palcos no festival “Back to the Beginning”. 



Um adeus épico à altura de lendas, onde o Black Sabbath formado em 1968, é considerado  um dos grandes pais do metal na história da música contemporânea, atravessando e influenciando gerações. Um espetáculo marcado apor emoção, peso, nostalgia e uma verdadeira celebração da história do rock e do metal mundial.

O mundo do rock viveu um momento histórico e inesquecível no último fim de semana: o derradeiro show de Ozzy Osbourne, encerrando oficialmente sua carreira solo e também colocando um ponto final na trajetória do Black Sabbath, justamente em sua cidade natal, no lendário estádio do Villa Park, em Birmingham, Inglaterra.

O evento, batizado de Back to the Beginning, fez jus ao nome ao reunir em um único festival algumas das maiores bandas do planeta e uma constelação de artistas que representam várias gerações do rock e do metal. Mais do que uma despedida, o festival foi uma ode à herança musical deixada por Ozzy —  e do Black Sabbath à sua brilhante e controversa carreira tanto como frontman da histórica e icônica banda, bem como em sua carreira solo.

 

Um Line-up Monumental:

No palco principal, desfilaram gigantes como Metallica, Guns N’ Roses, Slayer, Tool, Pantera, Alice in Chains, Mastodon, Rival Sons, Lamb Of God, Halestorm, Anthrax, Gojira, entre outros pesos-pesados. Além das bandas, o festival contou com supergrupos formados exclusivamente para esta ocasião, com participações especiais que só um evento deste porte poderia proporcionar.

Entre os nomes que dividiram os holofotes em homenagem a Ozzy, destacaram-se: Steven Tyler (Aerosmith), Billy Corgan (Smashing Pumpkins), Sammy Hagar (Van Halen), Tobias Forge (Ghost), Whitfield Crane (Ugly Kid Joe) e Yungblud nos vocais, além de uma seleção de guitarristas lendários como Tom Morello (Rage Against the Machine), Nuno Bettencourt (Extreme), Ronnie Wood (Rolling Stones, Faces), Scott Ian e Frank Bello (Anthrax), Vernon Reid (Living Colour), K.K. Downing (ex-Judas Priest), Adam Jones (Tool) e Andrew Watt (produtor de Ozzy e outras estrelas do rock atual).

Nos contrabaixos, nomes icônicos como Rudy Sarzo (ex-Ozzy, Whitesnake, Dio) e David Ellefson (ex-Megadeth) trouxeram peso e técnica. A cozinha rítmica também foi brilhantemente representada por Mike Bordin (Faith No More, ex-Ozzy), Danny Carey (Tool), Travis Barker (Blink-182), Chad Smith (Red Hot Chili Peppers) e II (Sleep Token). Nos teclados, Adam Wakeman — fiel escudeiro de Ozzy nas últimas décadas — completou o time estelar.

 

Brasil representado:

O Brasil também marcou presença de forma notável neste capítulo final da história de Ozzy e Black Sabbath. Logo na abertura do festival, o baterista Eloy Casagrande (Slipknot, ex-Sepultura, ex-Gloria, ex-Andre Matos) fez uma participação especial, sendo ovacionado pelo público. Outro brasileiro, João Nogueira, também integrou a equipe como músico de apoio, reforçando a conexão global da música pesada.

 

Um legado eterno — e solidário:

Mais do que uma celebração, o evento teve também um caráter beneficente. Todo o lucro arrecadado foi destinado a três instituições de caridade: Cure Parkinson’s, Birmingham Children’s Hospital e Acorn Children’s Hospice, refletindo o lado humano por trás do Madman- “Príncipe das Trevas”.

O show final de Ozzy foi uma jornada emocional, com clássicos como “Crazy Train”, “Mr. Crowley”, “No More Tears”, “Mama, I’m Coming Home” e, claro, a frente do Black Sabbath, dando  voz pela última vez  à músicas icônicas da história do metal e também do rock mundial  como: “Paranoid”,”Iron Man” “N.I.B.” e “War Pigs” eternizando o momento com a voz emotiva, mas ainda poderosa, de um artista que atravessou gerações com autenticidade e intensidade.

Back to the Beginning não foi apenas um festival. Foi um rito de passagem. Um adeus digno de um rei junto ao Black Sabbath, uma das bandas mais lendárias e inesquecíveis de toda a história do metal e do rock que redefiniu todo um conceito com seu estilo próprio marcante, que  através das suas obras nos deixa um valoroso  quanto  definitivo  legado, que será perpétuo enquanto a humanidade existir. Um momento único para quem presenciou. Um ponto final que ecoará como riff eterno na memória do rock.

  



 


Por Johann Peer - Vocalista e Compositor da banda PEER & INUMANOS- Jornalista responsável sob número:65158/SP,  para o blog ROCK BRASILEIRO UNDERGROUND.

 

 

 

 

 

1 de julho de 2025

Entrevista com a sensação do novo rock autoral nacional: Emanno RockBrabo! De Pimentas para o mundo!

 

EMANNO ROCKBRABO

 

Cantor e compositor da nova geração de Guarulhos, Emanno Rockbrabo é uma das maiores revelações da cena rock autoral nacional, onde busca escrever seu nome na história do rock brasileiro, com composições marcantes e letras que contam a história da sua vida, desde a tenra idade. EMANNO, tem seu trabalho artístico inspirado em grandes nomes do Rock Nacional, como: Charlie Brown Jr., Mamonas Assassinas e Raimundos e internacionais como: Freddie Mercury, Ozzy Osbourne e Elvis Presley.

Apesar da breve carreira artística, (começou a se apresentar profissionalmente em 2023),  Emanno tem sido destaque nas plataformas digitais, mídias e redes sociais conquistando um séquito de fãs, e de  estar  se  apresentando nas melhores casas de shows da cena  underground paulista, além de ter sido entrevistado na Rádio Rock 89 FM e atualmente estar gravando com o renomado produtor Rick Bonadio.

R.B.U.: Boa noite, aqui é Rock Brasileiro Underground, estamos aqui direto do Motoclub, Cavaleiros do Asfalto, onde vai ter o show de três superbandas do Rock Autoral Paulista, 3 Loucos, Listen, finalizando o Peer &  Inumanos. E aqui estamos com um grande convidado especial, que é um grande artista da cena Rocker, direto do bairro de Pimentas Guarulhos, (de onde também saíram para o mundo os saudosos componentes do grupo Mamonas Assassinas), e futuramente do Brasil e do mundo, Emanno RockBrabo. Gravem bem esse nome galera: Emanno  RockBrabo!

EMANNO ROCKBRABO: Salve, salve galera! Aqui é o Emanno RockBravo, diretamente de Guarulhos City para o mundo, hein! Agora eu estou em São Paulo, primeiro lugar aí de expansão, mas em breve estarei no Brasil e mundo, hein galera! Tamo junto!

 

R.B.U.:  Nos conta, como foram os primórdios da sua vida lá atrás,  e qual foi sua primeira impressão com a música?

EMANNO ROCKBRABO: A minha primeira impressão com a música, acredito, foi quando era criança, né? Porque meu pai tinha uns discos lá em casa, lá, daqueles discos de Rio, bem antigos, o que me influenciou bem, me fez, como posso dizer, ser educado musicalmente, né?

Através do meu coroa, através de meu pai, tinha um disco do Queen também, meu tio também, tinha um cd do Charlie Brown Jr., que colocava pra escutar quando era criança, então meio que a música sempre estava comigo, e não só o rock, tipo, forró, sertanejo, música evangélica também, tanto que eu comecei a tocar na igreja, né, quando eu comecei a tocar, então, a música ela sempre esteve no meu DNA, desde que eu era criança.

 

R.B.U.: Então, partindo dessa premissa, vamos dizer que as suas primeiras influências musicais, principalmente no rock, que é o que você faz também, atualmente, foram o Queen e o Charlie Brown, correto?

EMANNO ROCKBRABO: E eu sempre aprendo um pouco com cada músico. Eu não sou preso a um só estilo. As minhas músicas, se você perceber, cada uma tem uma vibe e é tipo um quebra-cabeça. Quando vou fazer o meu show, uma música se complementa com outra, vai juntar as peças. Eu ainda não estou com quebra-cabeça completo.

Estou ainda escolhendo o repertório, escolhendo as letras que eu vou colocar no meu show, no show definitivo, né? Da minha próxima turnê, Amor e Rock'n'Roll. Mas quem já assistiu o meu show vê que uma música, ela conta uma história, onde Emanno RockBrabo veio de Guarulhos, conheceu uma garota, se apaixonou por essa garota. Essa garota foi morar em Ribeirão, depois não acabou dando certo, mas tem outros peixes no mar. Essa daí, que é a história do meu show, sabe? Amor e Rock'n'Roll, estamos juntos, porque o nosso amor é Rock'n'Roll. 


R.B.U.: Como foi que você obteve o seu primeiro incentivo, na sua adolescência, qual foi sua primeira experiência com o público como artista, para chegar ao patamar que você está hoje, sabendo que você já é uma realidade:

EMANNO ROCKBRABO: Como artista, sim foi algo que descobri recentemente há dois anos atrás não era algo da adolescência. Quando era adolescente eu só estudava. Fazia nível médio pela manhã, fazia curso técnico a tarde e outro curso técnico  a noite. Minha vida era só estudar mas já tocava um pouco de violão. Mas minha vida como artista começou há dois anos atrás foi bem recentemente.


R.B.U.: Como foi essa  descoberta no que tange a carreira artística para você, Emanno?

EMANNO ROCKBRABO: Então, eu namorava uma menina uma garota a gente acabou terminando. A minha vida quando a estava namorando era pra ela. Aí quando terminou aquele romance eu falei, pô meu, o que vou fazer agora? Então, recordei que sempre escrevi poemas na escola e pensei: Porque não transformo meus poemas em música? Aí até na música Amor e Rock And Roll tem um verso  em que canto assim: Revisitando os meus poemas, do nosso amor eu lembro. Porque foi através dos meus poemas que comecei a escrever minhas músicas há dois anos atrás. O despertar pra surgir o Emanno RockBrabo,  foi que o Emanoel morreu após o termino daquele relacionamento, e nasceu uma nova pessoa: Emanno RockBrabo o novo astro do Rock And Roll!!


R.B.U.: Emanno, conte-nos como foi o seu primeiro show, conte-nos sobre como foi a sua primeira experiência da sua estreia nos palcos.

EMANNO ROCKBRABO: Meu primeiro show foi na Ton Ton Jazz onde cantei para apenas três pessoas me assistindo. Mas, foi muito especial para mim porque foi um lugar onde comecei a perder a vergonha do público. Para mim foi até bom eu ter me apresentado apenas para essas três pessoas, que inclusive me acompanham e me apoiam até hoje, talvez se eu tivesse me apresentado para um grande público logo de primeira, eu poderia ter me “queimado” com um  grande público. Eu fui crescendo aos poucos, onde o  primeiro show tinha três pessoas, a segunda apresentação tinha vinte pessoas, na sequência cantei para cem pessoas, depois cantei para duzentas pessoas e mais recentemente acabei me apresentando para mais de 400 pessoas que inclusive o Peer foi. (N.R.Festival Canta Juventude de Guarulhos realizado dia 07/06/2025 no Teatro Adamastor em Guarulhos).



R.B.U.: Emanno RockBrabo, essas três pessoas que te acompanham até hoje são multiplicadoras do seu seu caminho, visando atingir o caminho do  sucesso e seu reconhecimento como artista e também te auxiliando seu processo de amadurecimento e aprendizado, correto?

EMANNO ROCKBRABO: Sim, com certeza ajudou muito no meu processo de crescimento, aprendizado e amadurecimento, não só como artista, mas como pessoa também.


R.B.U.: Soube que você despontou também através da entrevista, que inclusive eu tive o prazer de ver e que você foi entrevistado pela Kaká Schwartzmann jornalista e apresentadora muito talentosa e competente, uma profissional do jornalismo musical e cultural muito gabaritada, que é uma grande porta vozes  na disseminação do novo rock autoral nacional, através do projeto de descobrir, entrevistar, e lançar artistas e bandas de rock em todos os seus gêneros e vertentes por todo o Brasil, inclusive, de adentrar o Guiness Book com o recorde de entrevistar 1000 artistas e bandas. Conte-nos Emanno como foi que você conheceu a Kaká, como foi a entrevista e qual música você cantou, por favor?

EMANNO ROCKBRABO: Cantei várias, inclusive ROCK AND ROLL NO APARTAMENTO.


R.B.U.: Sim, ROCK AND ROLL NO APARTAMENTO, que foi a que gostei e me identifiquei e através dela tive oportunidade de conhecer melhor o seu trabalho. Mas me fala em relação a Kaká por favor.

EMANNO ROCK BRABO: Então, como conheci a Kaká foi em uma ocasião aonde teve uma palestra que assisti promovida pela Associação Cultural Guarulhos do rock, infelizmente que hoje se encontra meio parada eles não estão fazendo muitos projetos. Nessa data eles levaram a palestra, eles levaram “Os Caminhos do ROCK” para lá. Projeto interessante,  não tinha apenas a Kaká, mas tinha o Pompeu da Korzus, o Régis Tadeu, o Daniel Gerber, eles dão palestras sobre o business do rock, aí conheci essa galera que são os gigantes do ROCK, e eles abriram a minha mente, no sentido de me preparar,  de  profissionalizar o meu trabalho artístico. Eu estava bem no início bem no início mesmo tinha feito apenas três shows, mas ali naquele momento apareceu na hora certa.

 

R.B.U.: Foi uma espécie de start para sua carreira? 

EMANNO ROCKBRABO: Sim, eu já tinha startado mas me ajudou profissionalmente. Ai marquei essa entrevista com a Kaká, ela falou que estava querendo entrevistar artistas e Bandas…então fui ao hotel que ela mora ou morava em São Paulo fiz a entrevista e mostrei minhas músicas para ela e nessa entrevista a própria Kaká falou que tinha gostado muito de ROCK AND ROLL NO APARTAMENTO.

Então a história do Rock'n'roll no apartamento é a seguinte: Eu fui levar uma ex-namorada minha lá no meu apartamento,  tinha uma vizinha lá que o nome dela era Clarita. Aí ela ficou interfonando direto lá no meu apartamento e  ficava falando que estávamos  fazendo barulho, não sei o que… Aí beleza, passou um tempo… Aí uma vez eu estava almoçando. Aí veio bem uma  inspiração, que eu lembrei dessa história,   da vizinha que estava interfonando no meu apartamento lá pra reclamar lá da gente, um dia que eu levei essa minha ex-namorada para o meu apartamento. Aí só tinha um guardanapo na minha frente. Aí eu pensei e falei, vou pegar esse guardanapo e escrever a letra dessa música, eu escrevi e surgiu o refrão: “Eu fui fazer um Rock'n'roll lá no apartamento,  A vizinha reclamou, truta que momento,  A cama balançando e a vizinha reclamar. Desculpa dona Clara, o Rock não pode parar!”

 

R.B.U.: Após  essa entrevista que você fez com a Kaká Schwartzmann do Crash TV e Tour ROCK Brasil, me conta o que mais aconteceu, como foi a evolução da sua carreira como artista?

EMANNO ROCKBRABO: Aí, eu fui fazer um show de estreia lá no House of Legends, inclusive aqui nesse dia você foi, no House of Legends, e  você me conheceu lá na Vila Madalena. E o Cesar? Não, o Cesar a gente se conheceu depois em Guarulhos. Ah, ele foi igual? É, bem legal. Aí, você me conheceu lá no House of Legends, aí, tipo assim, eu fui fazer o lançamento dessa música, né? Aí eu falei, meu, eu quero fazer um lançamento de impacto. Aí eu fiz uns contatos , aí eu falei assim, eu quero alguém da minha banda favorita, que é o Charlie Brown Jr. Aí eu chamei o Pinguim, que era o batera, segundo batera do Charlie Brown. Ele topou fazer o show, a gente fez o show lá no Legends, deu muito bom. 

O pós evento no House Of Legends, tanto a nível de repercussão como de obtenção de material ficou muito bom, consegui um material incrível, fotos. Fez um barulho na internet legal, tal. E o próximo passo seria fazer, superar esse show. Eu pensei, como que eu vou superar esse show? Eu cheguei no Kike, né, da Crazyland, que também tinha tocado nesse show aí, do House of Legends. E falei pra ele, eu quero superar esse show. Aí a gente escolheu um lugar, o La Iglesias.  A gente falou assim, vamos fazer  no La Iglesias, que é uma casa top e tal. E a gente vai conseguir fazer lá. Então, nós fizemos um show lá, deu bom também  você foi. O Clemente (Inocentes e Plebe Rude) também participou do show que foi fantástico. E o resto é a continuação da história. E  show a show a gente está crescendo.

 

R.B.U.: Como você teve referências no Rock nacional feito nos anos 80 e 90 o que você vê de diferença entre o Rock feito naquele período e o Rock feito atualmente? E o que é necessário para ROCK feito hoje voltar ao status de protagonismo exercido entre os anos 80 e 90?

EMANNO ROCKBRABO: O ROCK de hoje eu vejo como nos anos 60 e 70 onde os grandes artistas e bandas tinham que fazer a sua própria história deles  desde o seu início de carreira, tinham que garimpar, aí chegou no auge. Onde surge uma banda phodástica, onde o ROCK volta a ser protagonista da cena e fica nesse ciclo indo e voltando. A última banda que fez história no Brasil que è falado  no Rock nacional foi o Charlie Brown Jr, onde vai fazer 15 anos que o Chorão morreu está próximo dessa data. E, acredito que está na hora de surgir algo novo, um artista, uma banda nova, talvez seja eu…talvez seja mais alguém…está na periodicidade do ROCK…o ROCK não morreu…ele nunca acaba …o ROCK sempre reaparece, parece que sumiu da mídia mas ele sempre volta…Acredito que eu possa ser o protagonista da minha geração no quesito de ROCK porque essa galera que está me escutando no SPOTIFY está na faixa etária entre 18 e 30 anos e até quem é fã de outros estilos como: Rap,Funk,Forró escuta  minha música e dizem gostar do meu som e, do outro lado por incrível que pareça infelizmente dentro do próprio Rock, uma galera extremista de um som mais pesado mais sujo do  gênero do Death metal, (não todos mas alguns), arranjaram treta comigo meio que me atacando de graça no Instagram. Mas, fora isso em geral estou sendo bem aceito pela maioria das galera e do público, por exemplo quem vai pagar os ingressos dos meus shows, estou sendo bem visto e bem aceito nessa galera mais secular. Minha filosofia é conseguir ao menos um novo  fã por dia , um seguidor por dia. Se eu conseguir um fã por dia ou até mais vou aumentar bastante meu nível de base de fãs onde uma hora eu terei muitos e muitos fãs.

 

R.B.U.: Emanno, como você vê a questão da Inteligência Artificial em relação a tomar o espaço da criatividade e da inspiração do artista, do compositor , haja vista 30% das músicas hoje nas plataformas de streaming são feitas pela I.A.Te preocupa essa situação?

EMANNO ROCKBRABO: Não me preocupa de forma alguma pois a I.A. não cria nada do zero. Me preocuparia que ela aprende com outro artista, ela emula o jeito que o artista, escreve e faz. Mas, a I.A. não irá substituir a criatividade e a inspiração do artista. Porque a I.A. ela está programada para fazer algo que já existe, que alguém já fez. Mas, o ser humano não, porque ele já vem dotado da sua mente criativa. E, a partir do momento que a I.A. conseguir criar algo do zero, aí já não será mais uma inteligência artificial, uma máquina, ela se tornou um ser vivo aí seria um ser vivo mesmo tendo um corpo de metal. A inteligência artificial o nome já diz é artificial, mas a partir do momento que esses robôs conseguirem  criar algo do zero pensar como um ser humano já não é mais inteligência artificial, já se tornou um ser vivo na minha humilde opinião.

 

R.B.U.: Mas, para você Emanno não deveria ter uma proteção para os artistas e, principalmente compositores de obter uma proteção maior para tua obra no que tange a questão de direitos autorais quando do uso das mesmas nas plataformas de formas de streaming principalmente com o advento e uso da inteligência artificial no caso de emular ou recriar em cima destas mesmas obras?

EMANNO ROCKBRABO: Censurar a I.A. eu sou contra. Por exemplo se ela utilizou de base da composição de fulano, beltrano, siclano para fazer uma música o autor deveria receber uma porcentagem em dinheiro daqueles streaming que estão rodando. Eu não acho que deveremos ser contra a inteligência artificial porque no futuro por exemplo quando a terra ficar sem recursos, o que pode ajudar a gente seria no caso robôs máquinas irem buscar recursos em outros planetas para o ser humano. É o início de uma era que no futuro, bem tecnológica. Por exemplo, se a inteligência artificial utilizou de base o Peer para criar uma música, e essa música fez sucesso o Peer deveria receber os devidos direitos autorais, um percentual como compositor também. Acredito que seja assim e deveria ser assim mas eu não sou contra o uso da inteligência artificial.


R.B.U.: Como você concebe o rock feito lá fora em contraponto com o rock feito aqui no Brasil, se você acredita haver muita disparidade, e o que precisa ser melhorado aqui dentro principalmente na cena underground e independente?

EMANNO ROCKBRABO: Se for nos Estados Unidos por exemplo, um artista como no nível como eu aqui no Brasil, ele já estaria com agenda de shows completa se apresentando todos os dias como Seattle, vários lugares dos EUA. Por exemplo pois lá existe um circuito underground e independente solidificado e profissionalizado. Aqui, com a Associação Consciência Cultural, através do Fabrício Ravelli, que já vivenciou e se apresentou como músico em diversas bandas de renome nos Estados Unidos, já veio de lá com essa mudança de mentalidade para implementar e nos trazer para a cena underground e independente uma nova perspectiva  capacitando e profissionalizando artistas e bandas da nossa cultura rock que não tem espaço na mídia, com agenda cheia, tocando em muitos palcos viajando  por vários lugares, vivendo única e exclusivamente da sua arte, da sua música. Essa é a grande diferença que vejo entre os EUA e o Brasil no que tange ao movimento e a cena da música underground e independente onde lá existe consolidação e profissionalismo enquanto aqui infelizmente a atividade da música ainda é vista por grande parte da sociedade como hobby, onde existe aquela pergunta clássica: “Além da música, no que você trabalha?” ,pior ainda, é quando o artista ou banda não está naquele patamar de estar na grande mídia, na TV global, por exemplo, ou não recebe aporte de grandes mecenas e é tido e visto como vagabundo, pela maioria das pessoas, e do contingente da sociedade, infelizmente.

 

R.B.U.: Que você diria para a atual juventude e para as gerações vindouras, que sonham em mergulhar no universo da música e da arte, Emanno?

EMANNO ROCKBRABO: Siga seus sonhos, lute pelos seus sonhos, não liga para o que os outros vão falar,  o que as pessoas vão achar de você seguir no mundo da música, da arte no começo é difícil em qualquer lugar, mas siga o seu sonho, simplesmente faça a sua música e já é.

 

R.B.U.: Emanno,  para finalizar deixe uma mensagem para o blog do ROCK BRASILEIRO UNDERGROUND, que agradece a sua receptividade e atenção, a oportunidade a nós concedida (onde você é o primeiro entrevistado), para a sua base de seguidores e fãs, milhares de fãs.

EMANNO ROCKBRABO: Ah sim, gostaria de agradecer muito a vocês da R.B.U. por essa matéria e, também ao meu público que são incríveis. É incrível o que essa galera faz apoiando, comprando camiseta, escutando o nosso trabalho no SPOTIFY , onde por exemplo,  “ROCK NO APARTAMENTO” chegou a 15 mil streaming é algo do outro mundo, outro mundo  não tenho palavras para agradecer, é simplesmente surreal essa galera é apenas o começo do nosso trabalho mas eu sei que vai dar certo aliás já deu certo.

 

R.B.U.: Obrigado grande Emanno e, bora de ROCK aND ROLL!!

 EMANNO ROCKBRABO: Bora de ROCK NO DISCO. Yeahhhhhhhhh!!!!


Contatos do Emanno ROCK Brabo:



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Spotify: 

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O projeto ROCK BRASILEIRO UNDERGROUND é idealizado e dirigido por Cesar Augusto, líder e baixista da banda PEER & INUMANOS.  

Matéria realizada no dia 14/06/2025 durante o evento BREAK TO SILENCE realizado pelo ROCK BRASILEIRO UNDERGROUND no espaço do Moto Clube Cavalheiros do Asfalto no Knight's Pub com a apresentação das bandas: 3Loucos,Listen e Peer & Inumanos com a participação especial de Emanno ROCK Brabo nosso primeiro entrevistado por parte do vocalista, compositor e fundador da banda PEER & INUMANOS, Johann Peer, jornalista responsável sob o número: 65158/SP.


Guitarra Intensiva